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Bolsa-Família só terminará quando a desigualdade diminuir, diz Lula

Folhapress
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Brasília - O presidente Lula descartou ontem acabar com o Bolsa-Família neste momento. Segundo ele, o programa só será extinto depois que for diminuída a desigualdade econômica no Brasil. “Eu não tenho pressa de acabar com o Bolsa-Família. O Bolsa-Família vai acabar no dia que a sociedade brasileira, junto com todos nós, conseguir construir as políticas de distribuição de renda para que o povo não precise mais desta política do governo”, afirmou Lula na cerimônia de lançamento do programa “Territórios da Cidadania”, no Palácio do Planalto.

O presidente ainda destacou o número de famílias beneficiadas pelo programa. “Eu fico feliz que a gente tenha colocado 11 milhões de famílias para receber o Bolsa-Família. Se a gente for pesquisar, tem gente nos grotões das grandes cidades brasileiras que o Bolsa-Família não atinge”, afirmou.

Sem citar nomes nem partidos, o presidente reagiu aos que criticam o governo. Segundo ele, sua gestão não discrimina governadores porque pertencem a partidos que fazem oposição ao governo. Lula disse que o esforço é para que um trabalho conjunto - governos federal, estadual e municipal - seja bem executado e reclamou dos que torcem contra. “Uns poucos continuam torcendo para que as coisas não dêem certo”, disse.

O petista disse que sempre tratou da mesma maneira os governadores do PSDB e os de outras legendas. “Os governadores são testemunhas da lealdade que temos nos relacionado. Eu nunca perguntei ao Téo (Teotônio Vilela, de Alagoas, que é do PSDB) de que partido ele era”, disse o presidente.

Em seguida, o presidente disse que tratava a todos da mesma maneira, inclusive o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). “Tratamos o Aécio (Neves, que é de Minas Gerais e do PSDB) do mesmo jeito, o Cássio Cunha Lima (governador da Paraíba, que é do PSDB), a governadora do Rio Grande do Sul (Yeda Crusius, do PSDB) do mesmo jeito, o Serra do mesmo jeito porque São Paulo é apenas um filho mais robusto da pátria chamada Brasil e a gente não pode tratar diferente”, disse.

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