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Um país com consciência


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O Brasil é o melhor país do mundo para se viver, seu povo é consciente, a desigualdade social é enorme, porém o problema é cultural e depende da ótica que analisamos. Às vezes me convenço que o povo ainda não está maturo para o exercício da democracia, pelo menos em alguns aspectos.

Não sou adepto de política partidária, porém nossos políticos manipulam a democracia a favor de sua elite, o que a transmuda em corrupção. Mas o governo que aí está muito tem feito e contribuído para diminuição da desigualdade social, bem como, para diminuição da corrupção, mal que pode adoecer qualquer economia saudável.

Nunca se viu no país tantos escândalos de corrupção, bem como, em contrapartida, teve sua economia tão saudável e com ambiente próspero ao crescimento. O que está ocorrendo é a implementação de uma política aberta, onde os órgãos estatais responsáveis pela fiscalização estão liberados para fiscalizar e expor os seus resultados, doa a quem doer. Veja como exemplo as incursões de nossa grandiosa Polícia Federal. Em outros governos a corrupção sempre existiu, tanto quanto nos dias de hoje, porém sem qualquer vontade política de fiscalizar ou coibir.

É sabido que a cultura demora séculos para se transmudar em usos e costumes, porém no Brasil a coisa não está tão demorada assim, e a retórica vem mudando.

Não posso ser pessimista com o meu Brasil, pelo menos no que se refere aos números apresentados pelos indicadores econômicos, pela diminuição da desigualdade social e implementação de mecanismos de inclusão social. Para os menos avisados, o nosso Brasil na última semana ganhou o status de país credor, tudo isso somente agora, em 500 anos de história. Como sabido por todos, vivemos em um país democrático, onde o estado respeita suas próprias leis e o poder troca de mãos periodicamente. Num país assim, não podemos ter aversão à política e dela se afastar. Cidadãos culturalmente adequados dela devem se aproximar e praticá-la com sabedoria. Pois assim não sendo, a falta de representatividade persistirá, ou seja, a proporção de cidadãos honestos e cônscios de suas responsabilidades existentes na população não terá sua correlatividade no Congresso.

Assim, Ana Sônia, historiadora e conhecedora do momento histórico pelo qual passa o país, o fato de termos um presidente da República advindo das camadas mais pobres da população e estarmos em nosso melhor momento econômico em 500 anos de história tem que ter conotação positiva. O país ainda tem muito para melhorar e crescer, porém depende de todos para sedimentar o seu atual momento e sua democracia, especialmente dos formadores de opinião. Fazer é mais efetivo que pensar e criticar, não olvidando que tudo isso consiste na democracia: mãe da liberdade, dona da igualdade social e raiz do desenvolvimento.

O autor, Valdemir Pereira, é advogado

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