Tribuna do Leitor

A caracterização social feminina


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É visível para todos os olhos o quanto a classe feminina evoluiu em seu papel sócio-econômico, visto a sua grande participação no mercado de trabalho e em outras áreas sociais. Cada vez mais a mulher deixa seu papel de “dona-de-casa” e vai em busca da sua realização profissional. Porém, campanhas de marketing, principalmente as de cerveja, vêm desde sempre explorando, não o talento feminino, mas a sensualidade e o erotismo exagerados, invertendo o papel feminino e utilizando dos conceitos pré-estabelecidos de beleza para envolver os telespectadores do sexo masculino, colocando assim a mulher num papel de objeto sexual.

Esse tipo de atividade é proibida, e a responsabilidade de fiscalização é do Conar (Conselho Nacional da Autoregulamentação Publicitária), que inclusive já recebeu denúncias e tem poder suficiente para retirar do ar tais propagandas. A cerveja, por estar associada a vários motivos machistas como conquistas amorosas, sexualidade, status e etc, faz com que ao ser consumida, supostamente o homem se sinta mais homem, colocando a mulher em um papel de objeto para o consumo masculino, como a bebida. Todo esse apelo machista faz com que o papel social feminino entre em contradições, já que no comercial ela se passa submissa e desempenhando um papel com conotação erótica exacerbada.

É preciso uma fiscalização mais rígida por parte do Conar, fazendo valer a lei que proíbe tais comerciais. Além da conscientização feminina sobre tal exploração que lhe é atribuída nestas campanhas publicitárias, prejudicando seu papel social que foi tão difícil de obter.

Caio Marchini, estudante

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