Com a expectativa de muitos passageiros e viagens, taxistas que trabalhavam no ponto do Aeroclube e foram transferidos para o Aeroporto Moussa Tobias, entre Bauru e Arealva, estão lamentando a troca. Há dez dias, apenas uma companhia aérea trabalha no local e ainda oferece transporte gratuito para seus passageiros, o que fez os clientes dos taxistas sumirem. Em uma churrascaria próxima ao terminal, o proprietário comemora o bom movimento. “Tenho clientes da região toda. Graças a Deus que eu não dependo do aeroporto”, diz.
O taxista João Oliveira trabalha no ponto do aeroporto desde a sua inauguração. Ele conta que o movimento está muito fraco. Ontem, a reportagem do Jornal da Cidade foi até o local no final da tarde. “Estou aqui desde as 6h e não fiz nenhuma viagem ainda. Tem vez que eu fico o dia inteiro aqui e não consigo nenhum cliente”, conta.
Há 13 anos trabalhando como taxista, Bernardo Dutra também lamenta a troca de ponto. Ele também não tinha feito nenhuma viagem ontem. “A gente fica aqui o dia inteiro, gasta com comida, com combustível e no final, fica no prejuízo”, lamenta.
Dentro do aeroporto, movimentação somente no rápido desembarque de passageiros do vôo que chegou às 18h. Apressadamente, os passageiros que chegaram de São Paulo entraram no ônibus oferecido pela única companhia aérea que trabalha no local. Apenas alguns saíram em direção ao estacionamento. Nenhum solicitou corrida de táxi.
Alessandro Tibiriçá e Mayara Schiavon são de Promissão e tinham acabado de chegar de São Paulo. Eles foram recebidos por familiares, que viajaram cerca de 100 quilômetros para buscar os dois. Para ela, ir de avião para a Capital significa a economia de cerca de quatro horas. Sobre a falta de movimentação do aeroporto, ele destaca que há dez dias, quando embarcaram, já estava assim. “Estava bem calmo, mesmo”, conta.
A funcionária da lanchonete de dentro do aeroporto não quis conversar com a reportagem, mas aparentemente os passageiros que chegam e saem do terminal ainda garantem movimento ao estabelecimento.
A agente de proteção Regiane Monteiro, que trabalha no aeroporto, acredita que a procura pelo local deve melhorar. “Principalmente se vier o terminal de cargas”, avalia. Ela também destaca que se aumentar o número de empresas aéreas no local, o fluxo de passageiros também deve aumentar.
Churrascaria
Poucos quilômetros antes do aeroporto, Fermino Antunes de Ramos inaugurou em janeiro do ano passado o primeiro empreendimento próximo ao terminal. A churrascaria já completou um ano e o empresário já constatou: a maioria dos clientes não vem do aeroporto, como ele imaginou no início. “Tenho uma grande clientela de Bauru, Arealva, Reginópolis. O aeroporto não influencia em nada”, observa.
Atraídos pela famosa leitoa caipira assada durante toda a noite, os clientes lotam o estabelecimento no domingo. “Um ou outro vem do aeroporto. Mas é muito raro”. Porém, ele ainda acredita que o movimento vá melhorar. “A esperança é que alavanque, diz.