Um apaixonada por selos. Assim pode ser definida Zilda Ferreira, 55 anos, funcionária dos Correios há 30 anos. Ela conta que quem costuma se interessar mais por filatelia são as pessoas com mais de 50 anos.
Muito gentil, ela gosta de contar a histórias do selos para ensinar outras pessoas sobre a paixão pela filatelia. Ela tem uma facilidade imensa para falar de selos porque é um assunto que gosta muito.
Zilda explica que a pessoa precisa usar uma pinça e uma lupa para pegar no selo. Isso porque o suor das mãos pode prejudicar o selo.
No Brasil, tem um catálogo com todos os valores dos selos, desde o primeiro, que é o Olho de Boi. Um dos mais caros é o 30 RS, preto, que pode chegar a custar R$ 20 mil.
A funcionária dos Correios também informa que é possível pegar o selo usado em uma carta para colocá-lo em uma coleção, mas é preciso usar a lupa e uma pinça para retirá-lo com cuidado.
É na casa da moeda que são feitos os selos no Brasil, o mesmo lugar onde é impresso o dinheiro brasileiro, o real.
“Colecionar selo é vida! Nossos selos são bem coloridos e contam a história do Brasil. Têm selos de estádio de futebol, de ferrovia, da fauna e da flora brasileiras. Colecionar selo é cultura”, explica Zilda, animada.
Ela ainda detalha por que é importante selar uma carta. “O selo e uma forma de pagamento. O selo já carimbado não pode ser usado em outra carta. Só pode ser usada na coleção.”
Os Correios têm vários desenhistas para fazer os selos. Cada artista tem ume estilo próprio. No selo, vem escrito o nome do artista. Este ano, por exemplo, foram feitos selos especiais sobre a chegada da família real ao Brasil e também sobre os 100 anos da imigração japonesa.
Serviço Para palestras sobre como colecionar selos, o contato de Zilda Ferreira é o telefone (14) 4009-3646.
Repórter mirim: Lucas Cammarosano, 12 anos, 6.ª série da Escola Estadual Stella Machado.