Sr. Marcelo Arlindo F. Linhares, venho externar minha tristeza ao ler a carta que o senhor colocou no jornal do dia 23/2. O senhor, em poucas linhas, resumiu de forma egoísta e reprovativa um sofrimento de vários anos que esta família está passando. Falar, senhor Marcelo, sobre os problemas alheios é fácil, mas só quem vivencia sabe da dor que causa. Sr. Marcelo, se o senhor leu a reportagem anterior, soube que tinha um filho falando com essa mãe e esse filho é apenas uma criança de treze anos e se não existisse Deus em nossos corações esta criança não estaria como está agora, confiante que sua mãe irá sair dessa. O senhor deve ter lido também do desespero ao qual a avó dessa criança se encontrava. Desespero maior foi ter que deixar essa filha querida e amada em um hospital psiquiátrico e se essa mãe não tivesse Deus no coração ela não estaria com forças para passar aos seus netos e familiares. O senhor não teve a oportunidade de ver várias vezes essa mulher pedir a Deus que tirasse ela desse sofrimento ao qual se encontra.
Sr. Marcelo, que Deus o senhor tem no coração? Um Deus egoísta, reprovativo, esse Deus eu não conheço, conheço um Deus de amor, de luz, de amparo, de compaixão, tudo isto é o que essa família está precisando no momento. Sr. Marcelo, resumir a vida de uma pessoa em poucas linhas, como eu já disse, é fácil, colocar no jornal versículos decorados da Bíblia também é fácil, o difícil é vivenciar as escrituras bíblicas. Estou de acordo com o senhor quanto aos nossos queridos bombeiros, que são verdadeiros heróis, são os verdadeiros anjos da guarda em nossas vidas, e a eles mais uma vez meus sinceros agradecimentos e que Deus os abençoe. Quanto ao senhor, que Deus o abençoe, que encha seu coração de infinitas graças e amor.
Maria Cristina Sarti