O secretário municipal do Meio Ambiente (Semma), Rodrigo Agostinho, é o pré-candidato a prefeito pelo PMDB em Bauru. O titular da pasta e vereador licenciado confirmou ontem que decidiu aceitar o pedido da legenda na reunião do último sábado. Com o anúncio, Agostinho é o quinto nome à disputa pelo Palácio das Cerejeiras já definido dentro do próprio partido. Outros nomes estão na lista, mas ainda em processo de discussão interna. Dentro dos partidos, até agora estão lançados Caio Coube (PSDB), Carlos Braga (PP), Toninho Garmes (PTB), Clemente Rezende (DEM) e Rodrigo Agostinho (PMDB).
“Eu assumo a condição de pré-candidato a prefeito pelo PMDB e fechei isso com o partido na última reunião. Mas antes de qualquer aproveitamento indevido da situação, deixei claro que isso não significa fechar as portas na discussão com outras legendas e sem misturar o papel que ainda estou desempenhando como secretário. Completo meus projetos e até o final de março volto para a Câmara, mas sou pré-candidato”, afirmou ontem ao JC.
Segundo o vereador, o prolongamento da discussão em torno de seu nome deu-se exatamente pelo fato de não querer misturar seu papel como secretário no meio do processo. “Eu já tinha avisado que seria secretário por um ano ou um pouco mais e agora volto para a Câmara. Enquanto isso não se completava, eu decidi adiar o processo e não tinha sentido lançar disposição em ser candidato para tumultuar”, diz Rodrigo.
Seu nome, entretanto, já vinha sendo apontado pela maioria dos partidos que discutem eventual formação de uma frente democrática por Bauru. Bastava Rodrigo aceitar o desafio para que ampliasse as chances de apoio. A questão, porém, será discutida em outra etapa por membros do PC do B, PMDB, PDT, PSB, PT, PRB e PDT.
No tabuleiro do jogo político, de outro lado, Agostinho vem sendo lembrado como aquele capaz de endurecer o jogo em uma divisão de intenções de voto suficiente para garantir, pelo menos, o segundo turno em Bauru. Este papel ainda reforçava a tese de busca de uma alternativa à possível vitória do tucano Caio Coube no primeiro turno, em outubro próximo. E não por outra razão, o próprio empresário e pré-candidato do PSDB tratou de convidar exatamente Agostinho para ser seu vice.
No mesmo tom, DEM e PMDB discutiram, lá atrás, em outra circunstância, uma composição. E, de novo, Agostinho era o preferido de Clemente Rezende para ser o vice na chapa.
“Que fique claro que assumo a pré-candidatura, coloco meu nome à disposição pelo PMDB, mas não fecho nenhuma porta. Se a negociação pela proposta mais viável à cidade apontar em outra direção, eu estou aberto para deslocar minha participação. Outro ponto é que não aceito que negociem em meu nome. O partido tem o direito e deve conversar em torno de uma proposta comum, mas fechar esta ou aquela situação é eu que decido e não por procuração a terceiros, tem de ser coletivo o processo”, finaliza o secretário.