Política

Bauruenses lutam para preservar floresta urbana

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Os pedidos de autorização para desmatamento estão suspensos pelo Governo do Estado até o dia 20 de março. A partir da data, empreendimentos que necessitam de corte de árvores poderão procurar novamente os órgãos ambientais para solicitar as autorizações. A medida, adotada em setembro do ano passado, faz parte do projeto Desmatamento Zero (leia ao lado) e foi tomada para que leis específicas fossem desenvolvidas para cada bioma durante este período. Com o prazo da suspensão se esgotando, ambientalistas correm contra o tempo pela preservação de uma área verde de Bauru.

O Instituto Ambiental Vidágua pretende entregar um ofício ao secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, pedindo a preservação do Floresta Urbana Água Comprida, no Jardim Colonial. “A idéia é sermos mais incisivos com o governo. Da primeira vez, solicitamos apoio ao secretário e agora solicitamos algo mais palpável”, afirma a bióloga Fernanda Ribeiro de Franco, do instituto. O secretário irá participar da 3.ª Conferência Nacional do Meio Ambiente e também inaugurar a Agência Ambiental Unificada de Bauru.

Propriedade particular, a área pode ser utilizada para empreendimentos imobiliários. Um projeto para a mata tinha sido enviada para apreciação, mas foi retirado pelos responsáveis por falta de avaliação de impacto ambiental. Dois grupos da cidade planejam o loteamento do local. Os empreendimentos podem ocupar 350 mil metros quadrados da floresta de cerca de 560 mil metros quadrados.

Agora, com o prazo da suspensão de emissão de autorizações se esgotando, ambientalistas temem pela retomada destes planos. “O nosso receio é que a partir de março, eles possam entrar novamente com os projetos. Estamos correndo contra o tempo”, diz Franco.

Durante a sua visita a Bauru, Xico Graziano, secretário estadual do Meio Ambiente, irá assinar convênio referente à segunda etapa das obras de galerias pluviais no Pousada da Esperança. A obra, que deverá durar seis meses, utilizará verbas do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), no valor de R$ 199 mil com contrapartida da prefeitura de recursos no valor de R$ 85 mil.

De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho, com a conclusão desta segunda frente de obras, o bairro terá uma grande cobertura de captação. A expectativa é frear o processo de erosão do bairro e ainda amenizar o problema com buracos. Concluída esta fase, ainda restam outras duas etapas para que o bairro tenha uma rede de galerias em toda a sua extensão.

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