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Basquete: Segundo Guerrinha, time entra na competição com 10% da capacidade

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

“Entraremos no campeonato com 10% da nossa capacidade tática e técnica.” Assim o técnico Guerrinha dimensiona o tamanho do desafio que tem no comando do GRSA para a disputa da Supercopa. Um time recém-formado, com jogadores jovens, pouco tempo de preparação e com adversários temíveis pela frente. O ponto positivo é que o nível de capacidade não deixa margem para regressão.

Mas regredir é o que nem passa pela cabeça do técnico campeão paulista e brasileiro por Bauru, ainda no comando do Tilibra/Copimax. Guerrinha acredita que fisicamente não haverá problemas para o time, mas ressalta que pensar em título é utopia.

“Na parte física, a equipe é jovem e assimila mais rápido. Mas a expectativa não é disputar título e sim fazer uma boa apresentação. Já procuramos passar para os jogadores o orgulho de estar tendo uma chance única. Mas sabemos das dificuldades. Por exemplo, na semana que vem, estaremos jogando contra o campeão paulista (Franca/Unimed), um time pronto”, argumenta.

Guerrinha declara que todos envolvidos no projeto estão cientes e preparados para enfrentar dificuldades e vislumbra ganhos no futuro. “Tivemos o cuidado de conversar com os patrocinadores, explicando que não estamos prontos. Mas esta é uma decisão que vai nos dar um upgrade para o Campeonato Paulista”, prevê.

“É lógico que vamos ter erros, mas vamos ter acertos também. Os frutos serão colhidos no Campeonato Paulista. Nosso time não é tão inferior aos outros tecnicamente, o que falta é experiência. Isso de você olhar e saber o que o outro quer. Ainda não temos isso. Nem eles entre eles e nem eles comigo. Isso só vem com a rodagem e a rodagem só ganha quem está na estrada”, diz Guerrinha, que acredita que, a partir da metade da Supercopa, o time deve apresentar um salto de qualidade.

Em um primeiro momento, o GRSA/Bauru não pensa em reforçar a equipe para a disputa da Supercopa. No entanto, Guerrinha deixa aberta a possibilidade de contratar estrangeiros. “Os jogadores estão todos em seus clubes. A única opção que nos resta é jogador americano. Vamos conversar, mas estamos com o orçamento ocupado. A princípio, não pretendemos contratar.”

Treino-jogo

O GRSA realiza hoje um treino-jogo em Sorocaba. “É treino-jogo mesmo e não jogo-treino, porque vamos fazer uma atividade de duas, três horas. Vão ser uns cinco quartos e vamos zerar a pontuação a cada quarto. Quanto mais jogarmos contra adversários que não nós mesmos, melhor”, afirma Guerrinha.

Após o treinamento em Sorocaba, o time volta a Bauru, treina em dois períodos na quinta-feira e viaja na sexta, pela manhã, para São Paulo, onde enfrenta o Paulistano/Dix Saúde à noite.

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