Internacional

Farc: famílias já esperam volta dos reféns

Folhapress
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Bogotá - A um dia do fim de mais de seis anos de separação, familiares dos quatro reféns que devem ser soltos hoje pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) saíram ontem às compras em Caracas para preparar a chegada dos ex-parlamentares.

Em Bogotá, o presidente Álvaro Uribe se comprometeu a colaborar com a Venezuela e facilitar a missão, da qual participará também o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). A maioria dos familiares chegou à capital venezuelana há três semanas, logo após as Farc anunciarem que entregariam ao governo venezuelano Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán - o nome do quarto refém, Jorge Eduardo Gechem, só foi informado na semana passada.

O único que falou às dezenas de jornalistas de plantão no luxuoso hotel Meliá foi Jaime Felipe Lozada, 23 anos, filho de Polanco. “Depois de seis anos e meio, será um encontro muito emotivo, muito difícil. Mas feliz, porque vivemos muitas adversidades, e graças a Deus poderemos vê-la amanhã. Isso nos fez muitíssimo felizes mas também ansiosos”, afirmou, antes de saírem de carro para um centro comercial da cidade, escoltados pela Guarda Presidencial de Hugo Chávez.

Operação

A operação de amanhã deve ser semelhante à de 10 de janeiro, quando foram liberadas a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo González. Um helicóptero venezuelano com a cruz vermelha do CICV vai buscar os reféns em área indicada pelas Farc na selva colombiana e levá-los para território venezuelano. O reencontro deve ocorrer em Caracas.

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