As comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil já começaram. E com elas a vontade dos brasileiros conhecerem Portugal. Acolhedora, a “terrinha”, como é carinhosamente chamada, é um ninho sempre pronto a abrigar visitantes.
Na maioria das vezes a viagem começa por sua Capital, Lisboa, que conserva as marcas de um passado de glória. Portugal foi a maior potência marítima do mundo, conquistando muitas terras além-mar.
Esse passado das grandes navegações e dos grandes descobrimentos é encontrado em seus monumentos históricos, nos museus, nos mosteiros e em bairros como Belém, onde Vasco da Gama traçou o caminho marítimo para as Índias.
A viagem aérea entre São Paulo e Lisboa dura em torno de 10 horas pela TAP, TAM ou outras companhias européias, mas muito antes do avião decolar os passageiros sabem que estão indo para um porto seguro.
Antes da aterrissagem, a visão encanta por conta dos telhados vermelhinhos dos casarões lisboetas, do rio Tejo, da ponte 25 de Abril, do Padrão dos Descobrimentos e da Torre de Belém, o castelinho caiado com rococós manuelinos...
Navegar é preciso
Como navegar foi e é preciso, deixando as malas nos hotéis – há desde pousadas a hotéis estrelados –, parta para um tour pela “Baixa”, pela “Alta” ou por Belém, às margens do rio Tejo, que corta Portugal de Leste a Oeste e, antes de desembocar no Oceano Atlântico, banha Lisboa, passando por docas e áreas verdejantes.
É ali que ficam os marcos do período áureo, dos séculos 15 e 16, quando Portugal dominava as navegações. São poucos os quarteirões a dividir esses monumentos. A dica é começar o passeio pelo Mosteiro dos Jerônimos (praça do Império; 00-351-21-362-0034; entrada a 4,50 euros), erguido em 1501 a mando do rei Dom Manuel I (lembra-se de Dom Manuel, o “Venturoso?”), para comemorar a volta da Vasco da Gama das Índias e declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco.
O prédio é imponente, com fachada branca, numa mistura de estilo gótico tardio e elementos do renascimento, além de motivos religiosos, naturalistas e até náuticos em sua arquitetura. Dentro dele funcionam o Museu da Marinha e o de Arqueologia e a Igreja de Santa Maria de Belém.
Lá estão enterrados Vasco da Gama (à esquerda de quem entra), o autor de “As Lusíadas”, Luís de Camões (à direita) e na nave central, de Dom Manuel I e da rainha Dona Maria, “a louca”, mãe de Dom João VI (que chegou ao Brasil há 200 anos, fugindo das forças opressoras de Napoleão).
Há ainda o túmulo de Dom Sebastião, que nunca retornou da batalha de Alcácer-Quibir, mas que segundo os portugueses algum dia vai retornar a Portugal em um cavalo branco com patas flamejantes.
Para quem quer economizar em euros, a visita pode ser feita nas manhãs dominicais, entre 10h e 13h, quando o ingresso no Mosteiro e nos demais monumentos de Lisboa são gratuitos.
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Torre de Belém
A poucos passos – 500 metros no máximo – chega-se à graciosa Torre de Belém, o cartão postal mais fotografado de Lisboa. Pequena mas charmosa, com fachada com balcões e varandas ricamente esculpidos nos estilos veneziano e árabe.
Ponto de partida das naus, ela foi erguida em 1515, realmente pequena diante da grandeza que representou no passado. Hoje esse lugar que serviu como fortaleza, defendendo o estuário do rio de navegantes indesejáveis, é um lugar para passeio e fotos (3 euros o ingresso).