Que excelente matéria produziu o jornalista Nelson Gonçalves apresentada no dia de hoje (jc -28/2 pg.4) mostrando o que todo cidadão brasileiro já sabe, porém se sente impotente para influir a fim de que haja mudança nos costumes que fazem parte da nossa herança cultural. Eu falo de cátedra pois trabalhei 17 anos em uma autarquia pública e 15 em uma empresa também pública, onde os procedimentos de trabalho eram iguaizinhos ao relatados pelo jornalista. A empresa um pouco antes de ser vendida (ou melhor dada) aplicou às técnicas de gestão moderna diminuindo expressivamente os procedimentos administrativos. Já as autarquias e repartições públicas, tanto as municipais, estaduais e federais, continuam cultivando os mesmos procedimentos.
Haja vista que recentemente um leitor desde jornal detalhou o procedimento do DAE no Poupatempo onde a fluência dos papéis continuam da mesma forma que os portugueses introduziram no patropi. Não sei se existe uma ONG aqui em Bauru que trata de assuntos semelhantes, mas se não houver cabe a nós que amamos esta cidade criá-la a fim de forçar nossos representantes públicos a cumprirem a missão recebida nas urnas, tal como o exemplo de Ribeirão Bonito e Vitória no E. Santo. Esses procedimentos vêm sendo cultivados há muito tempo e somente vem à tona quando um jornalista audacioso nos mostra. Os tiozões como eu certamente recordarão daquele programa de humor dos anos 50 chamado a PRk-30, onde havia um quadro retratando esses esses comportamentos. O cidadão, ao entrar em uma repartição pública perguntava: “O chefe (ou funcionário) está? Não! Mas seu paletó está”.
Jônathos Pessoa de Siqueira