A falta de agilidade do Poder Público Municipal em resolver problemas corriqueiros no dia-a-dia, conforme exemplos concretos apontados na edição de ontem do JC, é um retrato da realidade.
Presidente da Comissão de Educação e Assistência Social da Câmara Municipal, o vereador Arildo Lima Júnior (PP) afirma que problemas dessa natureza ocorrem porque as secretarias municipiais não se comunicam com eficiência e existe um jogo de empurra. “A impressão para a sociedade é que há um descaso público com as necessidades imediatas que ela tem”, ressalta.
Também membro da comissão, Majô Jandreice (PC do B) diz que o fato retratado demonstra o que os vereadores têm falado há tempos na Câmara em relação a várias administrações públicas.
Representante do grupo que dá sustentação à atual gestão municipal, o vereador Alex Gasparini (PMDB) relata que a situação é um absurdo. Segundo ele, é preciso que a máquina pública seja desburocratizada. “Falta bom senso para que se tomem as providências necessárias, sem ficar atinando para quem tem competência para fazer”, afirma. “Se ficarmos procurando quem tem competência para fazer, vamos emperrar sempre”.
Como solução para a desburocratização da máquina administrativa, Lima cita que é preciso haver um perfil mais pró-ativo dos servidores municipais. Para ilustrar, citou que um buraco aberto no asfalto pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) é consertado pela autarquia, mas o mesmo procedimento não é adotado em relação a outro feito pela prefeitura poucos metros adiante.
Outra sugestão dada pelo presidente da comissão é a informatização da prefeitura, assunto que será tema de audiência pública hoje na sede do Legislativo.
Lima defende também que as próprias escolas realizem o serviço, através das associações de pais e mestres (APMs). Segundo ele, há recursos na Secretaria de Educação, no entanto o dinheiro é gasto sem planejamento e sem prioridade.
Majô concorda com essa iniciativa. De acordo com ela, algumas secretarias, como a Educação e a Saúde, tem grande estrutura física e precisam de agilidade para a resolução dos problemas. “Há recursos e pessoas com capacidade, mas não sei por que não se toma a decisão de fazer”, afirma. “Precisamos romper com os usos e costumes antigos, dentro dos ritos da lei”.