O orçamento da Prefeitura de Bauru cresceu 13,03% entre 2006 (R$ 239,7 milhões) e 2007 (R$ 270,9 milhões), no entanto as dívidas fundadas, ou seja, com vencimento acima de 12 meses, continuaram altas, chegando a R$ 232,7 milhões no final do ano passado, incluindo a administração indireta.
Mas para discutir o perfil e os números da dívida ontem, apenas quatro dois oito membros da Comissão Interpartidária compareceram à audiência pública: Arildo Lima Júnior (PP), Majô Jandreice (PC do B), Benedito da Silva (PSDB) e Paulo Eduardo Martins Neto (DEM).
Mas não estiveram por lá: José Carlos de Souza Pereira Batata (PT), Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB), Primo Mangialardo (PV) e Salvador Afonso (PDT), também membros da Comissão Interpartidária, assim como todos os pré-candidatos já defindios pelos partidos à Prefeitura de Bauru. Antonio Carlos Garmes (PTB) não compareceu nem como vereador. Carlos Braga (PP) esteve por lá, mas na condição formal de consultor jurídico da Casa. Caio Coube (PSDB), Rodrigo Agostinho (PMDB) e Clemente Rezende (DEM) não deram sinais. Os dois últimos são vereadores licenciados.
Na discussão da peça contábil, a vereadora Majô questionou o secretário se há previsão de aumento de arrecadação e se há perspectiva de reajuste para os servidores municipais. Garcia informou que a receita de Bauru é “acanhada”. De acordo com ele, a renda per capita da cidade é de R$ 1.000, quando o ideal seria de R$ 1.500.
O secretário comentou que as dívidas são administráveis e que a atual gestão quitou todas as de curto prazo, Sobre a folha de pagamento, confirmou a queda de 51% do uso das receitas com esta finalidade para 46%. Ao ser indagado sobre reposição salarial, cuja data-base é em março próximo, Garcia desconversou. Se olhar para o orçamento é possível ver que não há previsão de nada muito animador, acima da inflação do período, como “reajuste”.
O vereador Benedito da Silva (PSDB) mencionou que a prefeitura pagou um volume alto da dívida federalizada e, ainda assim, ressaltou que esta cresceu muito, estando em R$ 94 milhões. A respeito desse assunto, Garcia disse que a dívida ainda é alta por conta de juros de 9% ao ano e correção monetária pelo IGPDI (Índice Geral de Preços e Disponibilidade Interna). Mas advertiu que, como o índice é atrelado ao dólar, a queda do valor da moeda norte-americana está resultando numa diminuição do montante.