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Basquete: GRSA/Bauru estréia contra o Paulistano

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Após duas semanas de treino físico e apenas uma de tático, o GRSA/Bauru ratifica hoje a mudança de planos do time para este começo de ano. Quando entrar em quadra, às 19h30, diante do Paulistano/Dix Saúde, na Capital, em sua estréia na Supercopa, o time bauruense vai colocar em prática a aposta de desistir do Torneio Novo Milênio, plano original, para enfrentar equipes mais fortes, em busca de experiência para Campeonato Paulista, visibilidade para os patrocinadores e emoção para a torcida.

Ainda sem entrosamento, na Supercopa, o GRSA vai ter pela frente equipes prontas, como Franca, Assis, Limeira e o próprio Paulistano. “É um grande desafio por sermos uma equipe jovem. Mas tem que prevalecer nossa intensidade. Fizemos um jogo bom contra Sorocaba, uma boa preparação. Acho que quem tiver uma intensidade boa dentro de quadra vai conseguir levar a vitória”, afirma o ala Gaúcho.

O jogador encara as mudanças de planos do GRSA como oportunidade aos jogadores. “A notícia veio como um desafio. São grandes times, todos são de alto nível e acho que vai ser uma experiência muito boa pelo fato do nosso time ser jovem”, opina.

O pivô Filé aposta no potencial da equipe e estréia pensando até mesmo em disputar o título. “Os jogadores (do GRSA) são todos de idade intermediária, ninguém mais é bobo. Sabemos que vamos ganhar condicionamento durante o campeonato e não podemos atropelar nesse início. O campeonato é longo e temos plenas condições de chegar entre os quatro e sermos campeões.”

O pivô, um dos mais experientes do elenco, revela que os mais velhos têm procurado tirar um pouco do peso e da ansiedade da estréia dos ombros dos mais jovens. “Tentamos passar tranqüilidade, falamos para eles dosarem um pouco a energia, porque tem hora que correm um pouco a mais”, admite.

Ferramentas

Mas quando a palavra é ansiedade, é o técnico Guerrinha que assume a responsabilidade por minimizá-la. Para isso, o comandante do GRSA saca de seu arsenal de ferramentas. “Tem várias ferramentas. Uma delas é motivá-los, conversar e adiantar algumas coisas. Não tem jeito de eles falarem ‘não estou nervoso’. Isso até o jogador experiente fica quando muda de clube, até conquistar seu espaço, fazer algumas partidas. Uma coisa que passo para eles é que na hora que você entra em quadra, passa um minutinho e você está no jogo”, ensina.

Em cima do momento em que o calor do jogo suplanta o nervosismo, o técnico segue com seu raciocínio. “Aí, você vai construir ou não a partida. Nós temos que usar nossas ferramentas, que viemos treinando e que ainda são precárias pelo pouco tempo. Nós não temos conjunto e afinidade. Vamos precisar ter intensidade, garra e tolerância. A partir desses conceitos, vamos trabalhando a equipe”, afirma.

Apesar do pouco tempo, o treinador gostou da evolução do time nesta reta final de preparação e usou a Fórmula 1 como exemplo. “O treino de hoje (ontem) foi bem melhor do que o de anteontem (terça-feira). Em função de um treino-jogo (contra Sorocaba), onde tivemos dificuldade e tivemos coisas boas. Chegamos aqui, avaliamos, ajustamos e vamos pôr o ‘carro’ na pista de novo. Vai, volta para o box na segunda-feira, ajusta aqui e ali... É mais ou menos igual a Fórmula 1. O carro não nasce pronto. Ele vai e volta quantas vezes para ajustar? É o que nós pretendemos.”

O técnico alerta que reveses nos primeiros jogos não devem ser encarados como desastres. “Temos que ter tolerância com o resultado, saber filtrar, entender para não atrapalhar um projeto que é muito interessante dentro e fora da quadra. Podemos chegar aqui na quinta e sexta-feira e não ganhar de Franca, mas fazer um jogo igual. Tudo pode acontecer, por ser uma equipe jovem. Mas, caso contrário, se tiver uma adversidade, o Ulbra na final (do Campeonato Paulista) tomou de trinta e tantos pontos com um time experiente. Por que a gente vai ter que ter desespero?”, questiona.

Resultados de ontem

Limeira 82 x 61 São José e Assis 76 x 59 Araraquara.

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