Regional

Laudo confirma envenenamento

Davi Venturino
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Garça - O laudo técnico do Instituto de Criminalística, da Polícia Científica de São Paulo, comprovou a existência de uma substância tóxica na garrafa de café apreendida no viveiro de mudas em Garça (70 quilômetros de Bauru), onde duas funcionárias morreram após ingerirem a bebida.

No dia 26 de janeiro, morreram Nilsa de Fátima Gouveia Quintanilha, 42 anos, e Luciana Cristina de Souza Santos, 37 anos, após beberem o café “batizado”.

Uma terceira pessoa, Marilena de Souza da Silva, 46 anos, também teve contato com a bebida, mas sobreviveu após dois dias de hospitalização.

O tipo de produto tóxico encontrado no café, no entanto, não foi revelado pela Polícia Civil, que realizou ontem a reconstitução da cena do crime ocorrida em um sábado de manhã.

O encarregado-geral do viveiro, investigado pela polícia como suspeito de ser o autor do crime, e mais 19 pessoas foram convocadas para participar da reconstituição sob o comando do delegado titular de polícia de Garça, Valdir Tramontini. Ele responde temporariamente pelo inquérito policial que investiga o caso.

“A perícia no objeto já foi feita. Realmente é um produto, mas não posso divulgar”, disse o delegado Tramontini.

De acordo com o delegado, foram realizadas duas reconstituições no local do crime.

Uma de acordo com a versão apresentada pelo acusado e outra de acordo com os depoimentos prestados pela maioria das testemunhas.

Segundo o delegado, a reconstituição é necessária para poder diminuir as divergências encontradas nos depoimentos.

Todos os funcionários do viveiro e envolvidos no caso já foram ouvidos no inquérito policial que investiga o crime.

“Eu acredito que não falta mais ninguém para ouvir”, confirma Tramontini.

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