Rural

Greening avança e alerta citricultores

Da Redação
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Balanço realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio de sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), aponta que 60% dos citricultores entregaram os relatórios semestrais de vistoria de plantas cítricas e erradicação das plantas sintomáticas para combate à doença do huanglongbing (HLB) ou greening, como também é conhecida. O avanço da doença no Estado mostra a necessidade de conscientização dos produtores em relação à erradicação das plantas afetadas.

De acordo com informações do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), desde o final de 2007 a doença foi detectada em 11 novos municípios, entre eles Olímpia, Votuporanga e Barretos, cidades onde o potencial citrícola é relevante. Para o órgão, todos os 300 municípios paulistas com potencial citrícola devem registrar a doença em curto prazo, devido à facilidade de contaminação.

Segundo a CDA, de 13.150 propriedades com citros - localizadas nos municípios onde já foi constatada oficialmente a presença da doença e que estão obrigadas por força da legislação a entregar os relatórios semestrais - foram recebidos 7.969 relatórios, dos quais 3.058 indicaram a presença da doença.

No total, foram 125 milhões de plantas inspecionadas pelo citricultor. Destas, 760 mil que apresentavam sintomas foram erradicadas espontaneamente pelos produtores. “O percentual ficou aquém das nossas expectativas e mostra que o citricultor ainda não está consciente de que a inspeção e erradicação das plantas sintomáticas resultam na proteção à sua propriedade e garantia da sua produtividade”, afirma o secretário de Agricultura, João Sampaio.

Algumas regiões significativas na produção de citros alcançaram índices de 100% ou próximos no número de proprietários que entregaram seus relatórios. É o caso de Avaré, Botucatu, Itapeva e Itapetininga, para onde a citricultura migrou nos últimos anos. Também Araraquara, Franca e São José do Rio Preto obtiveram bons índices.

O coordenador da Defesa Agropecuária, Cláudio Alvarenga, destaca que para auditar essa ação de inspeção e eliminação de plantas sintomáticas pelo produtor, relatadas nos relatórios semestrais, a CDA realizou no ano passado 6 mil inspeções, sendo que em 38,5% delas (2.313) foram encontradas plantas suspeitas.

Os proprietários foram notificados a realizar inspeções e eliminar as plantas sintomáticas. Depois de decorrido o prazo previsto na notificação, foram realizadas novas inspeções em 1.098 propriedades, das quais constatou-se que 943 cumpriram a notificação e 155 não cumpriram. Destas últimas, 53 já foram autuadas e as demais estão em processo de autuação.

“O preocupante é que as erradicações acontecem normalmente somente depois que o serviço de defesa notifica o produtor. O importante era que essa medida acontecesse de forma voluntária, assim que o citricultor percebesse a doença em seu pomar”, afirma Alvarenga.

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Vistoria

Conforme previsto na Instrução Normativa 32 do Ministério da Agricultura, o citricultor deve entregar relatórios semestrais de vistoria de plantas cítricas da sua propriedade para o greening, apontando o número de plantas inspecionadas e as árvores erradicadas.

Os relatórios devem ser entregues à CDA nos meses de janeiro e julho. Os últimos foram recebidos até o dia 15 de janeiro deste ano nas unidades de defesa agropecuária onde a propriedade vistoriada está localizada. As multas variam de R$ 1,5 mil a R$ 7,5 mil, de acordo com as infrações cometidas. A apresentação do relatório faz parte das ações de controle da doença, que apareceu no Estado em 2004 e atualmente afeta plantações em 165 municípios.

Desde o surgimento, mais de 3 milhões de árvores foram erradicadas. O trabalho é realizado em conjunto com o Fundecitrus na inspeção. O poder de fiscalizar e autuar é da CDA.

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