Internacional

Libertação de Betancourt é prioridade

Folhapress
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Cidade do Cabo - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou ontem na África do Sul que a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) desde 2002, é “uma questão de vida ou morte”. Em entrevista coletiva ao lado do presidente sul-africano, Thabo Mebki, Sarkozy se declarou disposto a ir buscar Betancourt pessoalmente na fronteira entre Venezuela e Colômbia.

Em comunicado divulgado hoje pelo Palácio do Palácio do Eliseu, Sarkozy apelou ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para solucionar o seqüestro de Betancourt, que se encontraria em um debilitado estado de saúde.

Família faz apelo

Um pedido de liberdade por parte da família de Ingrid foi feito durante uma entrevista coletiva ontem, em Paris, à qual compareceram o ex-marido de Betancourt, Fabrice Delloye, seu filho Lorenzo, Consuelo González e Alexander Sanchez Perez, sobrinho de um dos quatro reféns libertados na quarta-feira, Luis Eladio Bonilla.

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Ex-refém consumiu produtos brasileiros

Caracas - Recém-liberado pelas Farc, o ex-senador Luis Eladio Pérez disse ontem que esteve no Equador durante o cativeiro e que consumia produtos brasileiros e venezuelanos. Para ele, a guerrilha está longe de ser derrotada, como alega o governo do presidente Álvaro Uribe.

“Eu dormi no Equador. Com isso, digo tudo. Usávamos botas de marca equatoriana, desodorantes e drogas brasileiras, sabões venezuelanos”, disse Pérez à rádio colombiana Caracol.

Ele não especificou quanto tempo nem quando esteve no país vizinho. Embora seja a primeira vez que um ex-refém das Farc diz ter saído da Colômbia, o relato de Pérez confirma informações de que a guerrilha, recuada pela ofensiva militar do governo, se concentra cada vez mais em zonas selváticas poucas povoadas nas fronteiras com Equador, Brasil e Venezuela, abastecendo-se nesses países.

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