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Aumenta a lista das escolas com adicional de vulnerabilidade

Por Da Redação | Com Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Mais uma escola estadual de Bauru, a Parque Jaraguá, foi incluída na lista das unidades de ensino localizadas em área de vulnerabilidade que, por esse motivo, pagam adicional de 20% sobre o salário aos professores, diretores e outros servidores. Outras 13 escolas da cidade, uma do distrito de Tibiriçá e quatro das aldeias indígenas de Avaí já integravam a lista, que está sendo ampliada.

Chamado de Adicional Local de Exercício (ALE), o benefício é um incentivo dado a funcionários de escolas de difícil acesso e de risco para segurança do profissional da educação. Em todo Estado de São Paulo, com as 110 novas escolas que passaram a integrar a lista das com direito ao ALE, divulgada ontem, agora são 516. A maioria fica na Capital e Grande São Paulo.

No Interior integram a lista unidades de ensino de Campinas, Franca, Guarujá, Jundiaí, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Vicente e Sorocaba. Em Bauru, o adicional faz com que as escolas classificadas como em área de vulnerabilidade sejam cobiçadas pelos professores e demais servidores, uma vez que representam possibilidade de salário maior.

Na avaliação da dirigente regional de ensino de Bauru, Vera Nilce Ludke Jarussi, 14 escolas de Bauru integram a lista de vulnerabilidade em função da localização e não pelo risco à segurança dos funcionários. “Essas escolas são de periferia, onde o acesso realmente é mais difícil, tem menos ônibus. As escolas até sofrem vandalismo, furtos, quando estão fechadas, mas os professores e funcionários não costumam ser vítimas de violência”, comenta. Ela ressalta que a situação é diferente de escolas da Grande São Paulo, por exemplo, onde não são raros professores terem de pagar pedágio e ficar vulnerável à violência.

É por conta da localização – do difícil acesso – que as escolas das quatro aldeias indígenas de Avaí - Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá – também pagam adicional a seus professores e funcionários. O benefício existe desde 1991 e nunca havia sido atualizado até o mês passado, quando a Secretaria de Educação passou a utilizar estudo da Fundação Seade. No total, cerca de 95 mil funcionários devem receber o adicional no salário.

A proposta da Secretaria de Saúde é atualizar o ALE sempre que houver mudança de vulnerabilidade no Estado. “Esta mudança do ALE é muito importante para beneficiar os que realmente trabalham em áreas de grande vulnerabilidade. Agora há uma classificação condizente com a realidade, baseada em estudo”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

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