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Juiz federal que investiga o PCC é alvo de atentado a tiros no Paraná

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Cascavel - Um juiz federal de Umuarama (600 quilômetros de Curitiba) sofreu um atentado na noite de anteontem ao chegar em casa após o trabalho. Seis tiros atingiram o carro em que estava e dois disparos acertaram o muro da casa do magistrado.

O juiz Jail Benites Azambuja, 37 anos, e um funcionário da Justiça Federal que o acompanhava não ficaram feridos. O magistrado disse suspeitar que o crime possa ter sido cometido por uma quadrilha que está sob investigação na cidade. Dois homens que estavam em uma moto dispararam várias vezes em direção ao juiz, após ele sair do veículo.

Cápsulas de munição de pistola 9 mm foram encontradas no local. Azambuja disse suspeitar que os atiradores estivessem a mando de uma quadrilha ligada à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). “Temos uma investigação grande em andamento. Isso pode ter motivado (o atentado).”

Para o juiz, pelo modo de ação dos criminosos, o atentado não tinha apenas a intenção de intimidá-lo. “Eles não vieram para intimidar, era para matar mesmo. Isso abala qualquer um, mas, como juiz federal, tenho que continuar o trabalho. Não vamos sair daqui.”

Policiais federais de Curitiba foram deslocados a Umuarama para fazer a segurança do magistrado e da família dele. Azambuja trabalhou normalmente ontem na sede da Justiça Federal na cidade. A Polícia Federal também coordena as investigações sobre o atentado.

O delegado Érico Saconato solicitou perícia no carro do juiz, um Marea Weekend - equipes de policiais federais ficarão em Umuarama até o fim das investigações. O juiz Fernando Baptista de Mattos, da Associação dos Juizes Federais do Brasil (Ajufe), disse ser crescente o número de juizes criminais que precisam de segurança da PF por causa de intimidações do crime organizado. “Isso vai contra a própria independência do Poder Judiciário.”

Segundo ele, ao menos seis juizes federais estão sob proteção policial no Brasil. Em 2007, a Ajufe propôs uma série de medidas de proteção a juizes em situação de risco. A medida se transformou em projeto de lei, que tramita na Câmara dos Deputados. “Esse atentado reforça a necessidade de urgência na tramitação do projeto”, afirmou Mattos.

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