Cláudio Cunha está de volta a Bauru com uma nova versão de um dos espetáculos há mais tempo em cartaz nos palcos brasileiros. Agora, o famoso Analista de Bagé está às voltas com a desconfiança e a confirmação de que seu filho, Olegário, é homossexual. “O Analista de Bagé – O Filho Gay” tem sessão hoje, às 21h, e amanhã, às 20h, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves. Os ingressos estão à venda na bilheteria.
De acordo com seu material de divulgação, a peça, no início, era baseada no livro homônimo do escritor Luís Fernando Veríssimo. Entretanto, com a experiência dos palcos, o personagem foi ganhando vida própria. O paulistano Cláudio Cunha veste os trajes gaúchos e encarna o Analista há mais de 26 anos – o que torna o personagem quase um alter-ego do ator.
Em 1998, a peça constava no Guinness Book com dois recordes: o espetáculo há mais tempo em cartaz e o ator há mais tempo em um mesmo personagens. Já foram encenadas várias adaptações do texto e nessa versão mais recente, o “Freud dos Pampas” recebe o público para uma terapia de grupo. Segundo seu material de divulgação, o Analista “lembra Aristóteles, que 500 anos antes de Cristo afirmava ser o homem o único animal que ri, e Millor Fernandes, que séculos depois, completou a frase ‘rindo ele mostra o animal que é’.”
A terapia terá intervenções de Olegário (Glauco Giese), rapaz ansioso por conhecer o amor, e Margarida (Roseh Ventura), a ciumenta noiva e recepcionista do Analista. A surpresa é a revelação que Olegário é gay, o que, para o Analista, é um grande problema a ser trabalhado. E uma nova confusão pode acontecer quando uma sexóloga irrompe pela platéia com um discurso bastante afiado.
“O Analista de Bagé – O Filho Gay” tem texto e direção de Cláudio Cunha, com músicas de Zé Rodrix e Miguel Paiva. No elenco, estão Cunha, Roseh Ventura e Glauco Giese. Apoio de Baby Buffalo, Restaurante Comari, Radio Áuri-Verde, Rede Record, Jornal da Cidade e 96 FM.
Trajetória
Depois de vários no cinema, Cláudio Cunha voltou às origens de ator e reeditou nos palcos o sucesso literário de Luís Fernando Veríssimo. Hoje, chega a ser confundido com o personagem, o que não preocupa esse paulistano, na casa dos 60 anos, dos quais 40 de produção cultural independente, no cinema e no teatro.
Os primeiros passos como ator foram na novela “Sangue do Meu Sangue”, de Vicente Sesso, dirigida por Sérgio Brito, na extinta TV Excelsior. Depois fez “Hair”, sob a direção de Ademar Guerra, e “Meu Pedacinho de Chão”, de Benedito Ruy Barbosa, na TV Cultura.
Em 1972, passou para trás das câmeras e estreou na direção com o filme “O Clube das Infiéis” e, a convite de Benedito Ruy Barbosa, dirigiu “O Dia Em Que O Santo Pecou”. Em seguida, realizou “Vítimas do Prazer”, “Amada Amante”, “Sábado Alucinante”, “O Gosto do Pecado” e “Profissão Mulher”.
No início da década de 1980, ele voltou aos palcos com “O Analista de Bagé” e ainda produziu outros espetáculos. Na TV, teve um quadro fixo em “A Praça é Nossa”, formando dupla com Edna Velho e Paola Rodrigues, “Benzão e Nenezona”. Na Globo, participou da minissérie “Araponga”, fez “Linha Direta” e participou de quadros no “Zorra Total”.
• Serviço
Peça “O Analista de Bagé –O Filho Gay” hoje às 21h e amanhã às 20h no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves. Ingressos à venda na bilheteria do teatro, na avenida Nações Unidas, 8-9. Mais informações: (14) 3235-1072.