Cultura

Veteranos das bandas universitárias

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Eles são os mais “velhos” entre as bandas universitárias de Bauru. Animam as festas há anos, desde o começo do curso na faculdade, mas não querem abandonar o circuito de repúblicas porque, mesmo depois de formados, têm público cativo. Nem sempre conseguem manter a banda porque no final do curso, alguns voltam para sua cidade de origem e outros ficam com pouco tempo livre, pois já começaram a trabalhar.

A banda formada pelos veteranos Punky Brewsters, por exemplo, toca desde 2005. A “garotinha levada da breca” (o nome é o mesmo de um seriado norte-americano da década de 80) tem muita experiências em festas de república. Na comunidade em sua homenagem no Orkut, eles se definem como a “banda mais tradicional (velha) em atividade na Unesp de Bauru”.

Os integrantes Rodrigo Verídico (vocal e gaita), Guilherme Nico (guitarra), Fernando Polímero (baixo) e Bruno (bateria) sempre arranjaram um tempinho para ensaiar, mesmo com as provas e os trabalhos de conclusão de curso. Fernando já se formou em rádio e TV, mas não quer parar de fazer show nas festas. “Até quando tivermos convite, vamos tocar. Todos os integrantes estão trabalhando na cidade e mesmo depois de formados, temos chances de continuar com a banda”, diz.

Convite é o que não falta. Eles vão tocar na “Welcome to the Jungle”, na república Menta, nesta terça. Desde o início, eles optaram por tocar cover de rock em inglês e português de bandas famosas, entre elas Red Hot Chili Pepers, Rolling Stones e Titãs. “Em nosso repertório, temos desde músicas clássicas até o rock mais novo. Gostamos de tocar os sucessos que o pessoal gosta de cantar”, conta o baixista.

Não é só de festas em república e barzinhos que as bandas universitárias se vangloriam. Algumas querem mesmo é ter um CD independente. Formada há quatro anos, quando os amigos, alunos do curso de engenharia elétrica da Unesp, decidiram se unir para tocar algumas músicas, a Papai Elefante está na prestes a realizar seu sonho. Eles já vem gravando músicas desde o ano passado e o CD deve ser lançado em abril.

As músicas já foram masterizadas em São Paulo e falta apenas terminar o trabalho de arte e fazer a prensagem das mil cópias do álbum. “No nosso caso, a idéia sempre foi tocar músicas próprias porque se fosse para concorrer com bandas de cover que tocam há muitos anos, ficaria difícil”, fala o integrante Roberto Garcia Neto (baixo e vocal). A formação atual é bem mais “enxuta” do que a inicial – tem apenas Felipe Samman (guitarra) e Roberto - mas a banda continua fazendo sucesso no meio universitário.

Na página da banda bauruense no portal Trama Virtual (www.tramavirutal.com/papai_elefante), eles explicam o significado do nome da banda. Na verdade, fazem uma pergunta: “Quando vocês ouviram o nome Papai Elefante, esqueceram? Não. Era isso que queríamos, um nome fácil e que as pessoas decorassem. Sem contar que, apesar de veladamente, em todas as nossas músicas transparecem em suas letras essa filosofia!”.

Os integrantes brincam com a definição de seu estilo: rock alternativo, universitário, melancólico, “indie”, brega rock, etc. De qualquer forma, ficam claras as influências de U2, Weezer, Strokes e Los Hermanos, entre outros artistas.

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