As mulheres estão cada vez mais turbinadas e não é à toa que a cirurgia de implante de silicone ocupa o segundo lugar do ranking das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil, perdendo apenas para a lipoaspiração. Mas não é só o público feminino que recorre ao silicone para melhorar o contorno corporal, não. Os homens também estão utilizando - e muito - essa arma capaz de garantir um resultado que não se obtém malhando todos os dias durante horas nas academias.
Em busca desses resultados os homens colocam próteses de silicone no peito, nas panturrilhas, no glúteo, nos bíceps e tríceps e adquirem um contorno corporal mais malhado. Como as regiões citadas são áreas onde é difícil ganhar massa muscular, as próteses têm sido vistas como alternativas certeiras.
Só no último ano, o cirurgião plástico Luiz Haroldo Pereira, do Rio de Janeiro, observou em seu consultório um aumento de 10% em relação a 2006 na procura por próteses peitorais masculinas. “Os homens realmente estão mais vaidosos por causa do mercado de trabalho e avaliam que as mulheres estão mais independentes financeiramente e querem um namorado ou marido bem cuidado”, comenta.
A prótese de silicone implantada no peitoral masculino é a mesma para glúteos e panturrilhas. A cirurgia funciona com uma pequena incisão na região da axila, onde o cirurgião cria um espaço para inserir o silicone abaixo do músculo peitoral, deixando-o para frente. Existem três tipos de tamanho, P (190ml), M (230ml) e G (300ml). A prótese feminina é arredondada e grossa, já para o público masculino o perfil é retangular e fino.
De acordo com a única fabricante de próteses de silicone da América Latina, a brasileira Silimed, de 2006 para 2007 houve um aumento de 40% na procura por próteses peitoral masculina. São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo são os Estados que mais utilizam essas próteses. A procura por próteses de panturrilha, que também é utilizada para aumento de bíceps e tríceps, aumentou 10% de 2006 a 2007 e mais uma vez São Paulo lidera o ranking, seguido do Rio de Janeiro e de Goiás. Os três Estados também são os que mais utilizam as próteses de glúteo e a Silimed notou um crescimento de 28% na procura no mesmo período.