São Luís - O governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e o seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS), recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo a que respondem na Corte por suposto abuso de poder econômico e compra de votos durante a campanha eleitoral de 2006.
Segundo a denúncia, apresentada pela coligação “Maranhão - A Força do Povo” (PFL-PMDB-PTB-PV) e ligada à candidatura da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), Lago teria comprado votos por meio de distribuição de cestas básicas a pescadores.
Em outra representação, feita pelo mesmo grupo, o governador maranhense é acusado de firmar convênio com a Associação dos Moradores do Povoado de Tanque com o objetivo de desviar dinheiro, distribuir combustível, reformar e construir casas na periferia.
No recurso, Lago e seu vice alegam que houve violação aos princípios da ampla defesa e do devido processo legal, pois houve limitação do número de testemunhas.
Na última semana, o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, negou seguimento a recursos apresentados pelo governador e seu vice. Em dezembro do ano passado, o presidente determinou o prosseguimento do processo que pede a cassação de ambos.