Regional

Ex-delegado chefe da PF em Marília é condenado na ‘Operação Oeste’

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - A Justiça Federal condenou o ex-delegado chefe da Polícia Federal de Marília (100 quilômetros de Bauru), Washington da Cunha Menezes, a quatro anos e oito meses de prisão por concussão - crime de extorsão praticado por funcionário público. A sentença do juiz Renato Câmara Nigro, da 3.ª Vara Federal de Marília, do último dia 28, determina também a perda do cargo público e o pagamento de multa.

Menezes está preso preventivamente desde junho de 2007 e responde a mais quatro processos criminais em decorrência da Operação Oeste, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2007, para combater uma quadrilha formada por policiais federais, delegado da polícia civil, empresários e criminosos que atuava na região oeste do Estado.

No caso que resultou na condenação, aberto em agosto de 2007, segundo apurado, o Ministério Público Federal acusa Menezes de ter pressionado o ex-cabo da Polícia Militar e empresário do ramo de segurança Silvio César Madureira, a pagar despesas de hospedagem em um hotel de Marília. Nos outros quatro processos que responde, Menezes é acusado dos crimes de peculato, quadrilha e corrupção passiva. Ele é investigado também por lavagem de dinheiro. Além disso, o delegado responde também a três ações civis públicas por atos de improbidade administrativa.

Outra condenação

Em menos de um ano, esta é a segunda condenação resultante dos processos da Operação Oeste. Em dezembro do ano passado, o juiz federal Leonardo Pessorusso de Queiroz condenou o advogado João Simão Neto a dois anos de prisão em regime aberto pelo crime de coação durante curso de um processo. Simão Neto, que também responde pelo crime de corrupção ativa na Operação Oeste, poderá recorrer em liberdade.

O Ministério Público Federal e a defesa já recorreram da decisão. Segundo a denúncia da Procuradoria, oferecida em agosto de 2007, ele intimidou uma testemunha, que também é réu na Operação Oeste, pouco antes do depoimento dela, enquanto aguardava na sala de espera da Justiça Federal em Marília. A cena foi vista por duas testemunhas.

Comentários

Comentários