Regional

Segundo morador, Piratininga tem duas ambulâncias paradas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - O presidente do Clube da Terceira Idade, José Vicente Ortolani, acusa a Prefeitura de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) de manter duas ambulâncias novas paradas na garagem municipal e que o atendimento à população estaria prejudicado. A Prefeitura nega as acusações e garante que seis viaturas estão disponíveis.

Ortolani disse à reportagem que resolveu fazer a denúncia porque sua mãe teria necessitado da ambulância, na última quinta-feira, e não havia nenhuma disponível para socorrê-la. “No dia que eu precisei com urgência, eu estava com a minha mãe no banheiro desacordada e meu pai no sofá. Liga lá e não tem ambulância. Nós pegamos dois carros e levamos, mas é um risco que se corre. Nós não temos uma maca”, relata.

Procurada pela reportagem, a prefeita de Piratininga, Silvia Mendes Soares (PV), explica que as ambulâncias novas estão disponíveis para o uso emergencial, mas que necessitam ser seguradas para poder rodarem normalmente. Uma delas foi comprada pela atual administração e a outra foi doada pelo governo do Estado.

“Nós recebemos do governo uma ambulância e no contrato diz que nós temos que fazer o seguro. Nós estamos tentando encontrar a seguradora para cobrir a ambulância, mas está difícil porque nenhum seguradora quer cobrir ambulância”, explica Soares.

Segundo Ortolani, o problema, no entanto, estaria acontecendo nos plantões noturnos onde, supostamente, apenas um veículo estaria disponível para atender a população. “Qualquer hora durante a noite se procurar a ambulância no sistema de plantão nunca está lá”, critica. “Porque se precisar de uma, fica desfalcado”, completa.

A prefeita, no entanto, rebate as acusações e diz que, além das dois veículos novos, o município possui mais quatro ambulâncias para servir a população. “Não houve omissão de socorro, não. Têm outras ambulâncias fazendo o atendimento”, confirma.

Procurado pela reportagem, o vereador José da Graça de Oliveira (PSDB), o Zé Gordinho, explica que Ortolani procurou o Legislativo. “Ele passou por lá e falou verbalmente o que tinha acontecido”, confirma. “Tem que ser por escrito. Aí, nós podemos pedir explicação para o Executivo”, completa.

Conforme o JC apurou junto ao Legislativo, oficialmente não foi protocolada nenhuma denúncia na Câmara Municipal. Ortolani também não registrou nenhum boletim de ocorrência (BO) na Delegacia de Polícia sobre a suposta omissão de socorro.

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