Marcelo pode não ser o mais querido, mas é o mais polêmico da oitava edição do “BBB”. Na última semana, o médico, que já havia discutido feio com Thalita e Fernando, foi totalmente isolado após brigar com Thati Bione. Ao questionar o relacionamento da brasiliense com Marcão, o médico a acusou de falsa. Abalada, a moça acabou confessando ter beijado mulheres.
A briga lhe rendeu sua segunda indicação ao paredão, que disputa hoje com Juliana e Gyselle. Para Bianca, eliminada do reality, Marcelo tem jogado sujo. “É uma pouca-vergonha estudar a mente humana e usar isso para se aproveitar das pessoas e ganhar um jogo”, declarou ao saber da confusão. A reportagem resolveu colocar o médico no “divã” e ouviu psiquiatras e psicólogos para analisarem sua postura na casa. A maioria acha que o fato de ser médico beneficia Marcelo.
“O psiquiatra lida com os afetos e as emoções. Ele tem uma facilidade maior de detectar as inseguranças e as ansiedades das pessoas. É um recurso que faz parte da profissão”, diz o psiquiatra Alexandre Saadeh. Segundo ele, pessoas como Marcelo são treinadas para “observar o outro”. “Em situações afetivas, ele pode usar isso para detonar a pessoa, irritá-la, fazê-la perder as estribeiras”, afirma.
Para os especialistas, apesar de não ser correta, a postura de Marcelo não pode ser considerada antiética. “Ele está inserido no jogo. Não está no exercício da profissão, portanto, não está sendo antiético”, pontua a psicóloga Junia Ferrreira. Leila Tardivo, professora de psicologia da USP, concorda: “Não é uma atitude louvável, mas do ponto de vista profissional não é uma falha ética”, diz.
O psicólogo José Leon Crochick vai mais longe. Para ele, todos os confinados acabam fazendo o que podem para se manter na luta pelo prêmio. “Na verdade, a estrutura do programa leva à falha ética, porque força as pessoas a usarem os elementos que têm a seu favor.”
Só ‘humano’
Para Henrique Amorim, estudante de psiquiatria e amigo de Marcelo, o “brother” está sendo apenas humano. “Ele está sendo humano. Se houver falta de ética, é de um ser humano com o outro. O fato de o Marcelo ser médico não tem nada a ver com isso”, afirma. Já Graziela Arantes, prima do “brother”, disse que está surpresa com as últimas atitudes de Marcelo na casa do “BBB”. “Ele não é explosivo assim. Acho que a mudança de comportamento tem relação com o confinamento.”