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Lula minimiza trabalho degradante

Folhapress
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Campinas - Ao defender o crescimento econômico do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu ontem, em Campinas (95 quilômetros de SP), países europeus que criticam o desmatamento na Amazônia. Lula ainda minimizou ocorrências de trabalho análogo à escravidão no País.

“Vira e mexe, agora virou moda ir para um debate na Europa e alguém ficar dizendo que nós estamos desmatando a Amazônia, não tem nem noção do crescimento da produtividade brasileira nos últimos 15 anos”, disse na sede da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Logo em seguida, Lula se referiu à Revolução Industrial, ocorrida na Europa no século 18, para minimizar casos atuais de trabalho análogo à escravidão em usinas de cana-de-açúcar.

“Vira e mexe, nós estamos vendo eles falarem do trabalho escravo no Brasil, sem lembrar que no desenvolvimento deles, à base do carvão, o trabalho era muito mais penoso do que o trabalho na cana-de-açúcar.”

O trabalho degradante ou análogo à escravidão é combatido desde 1995 pelos grupos móveis do Ministério do Trabalho e Emprego. Só em 2007, período de atuação mais intensa, foram 5.877 libertações ou resgates -53% das libertações ocorreram em usinas de cana (3.117 pessoas).

Ao citar o desmatamento e o trabalho degradante, Lula pediu “responsabilidade e maturidade” aos brasileiros no momento em que forem falar do País. Ele disse ainda que o Brasil deixou de ser “aquele País bonito de samba, Carnaval e jogador de futebol” e passou a competir “com aqueles que detinham o domínio do mercado mundial”.

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