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Basquete: GRSA/Bauru desafia o campeão paulista

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Hoje tem basquete em Bauru. Na partida do GRSA/Bauru contra o Franca/Unimed, às 20h, no ginásio da Luso, a torcida bauruense volta a acompanhar uma partida de um time masculino profissional depois de um hiato de quase dois anos. O último jogo do então Bauru Basquete na cidade foi no dia 30 de abril de 2006, quando perdeu para o Paulistano, na Panela de Pressão. Era o quarto jogo da série melhor-de-cinco das quartas-de-final do Campeonato Nacional daquele ano e, na seqüência, o time bauruense perdeu a quinta partida, em São Paulo, foi eliminado e acabou desativado.

Neste reencontro com os torcedores, o jovem GRSA/Bauru tem um adversário de peso. O time francano é o atual bicampeão paulista e tem um elenco experiente. O confronto será um duelo de juventude e experiência. Com quatro semanas de trabalho à frente do time, o técnico Guerrinha sabe das dificuldades que irá enfrentar, mas acredita na dedicação de seus jogadores em quadra. “Espírito e superação são coisas que independem do tempo de trabalho. Temos também que controlar a ansiedade”, receita.

No quesito ansiedade, o treinador admite que a estréia em casa pode pesar mais do que a estréia no campeonato, na semana passada. “É diferente. Aqui é pior do que lá (em São Paulo). Você vai estar perto de seus familiares, uma expectativa que você quer corresponder mais. Às vezes pode produzir coisas boas”, comenta Guerrinha.

O treinador lembra que o trabalho está muito no início e revela que ainda não conseguiu colocar em prática todas as variações que deseja. “Nosso momento está sendo trabalhar o ataque, posicionamento, fundamento, parte técnica e sincronismo. Por que? Porque se você errar, você erra, equilibra e pode ter uma defesa. Agora, se você atacar de qualquer jeito sua defesa fica vulnerável. Depois que conseguirmos este equilíbrio na frente nós vamos para trás, para a defesa, onde vamos começar a trabalhar a variação de defesa”, diz.

“A gente sabe que as sete outras equipes estão acima da gente, no tempo de trabalho, em elenco, porque montaram as equipes no momento certo, que é em junho, e nós montamos no meio da temporada. Fizemos a programação para um campeonato e estamos direcionando para outro. Vamos trabalhar em cima de tudo isso. Mas, da mesma forma que evoluímos durante a semana, as outras equipes também evoluíram”, acrescenta o treinador.

Guerrinha reitera que, independentemente dos resultados, o planejamento do time vai seguir e lembra que o torneio serve como um teste para o time e que o Campeonato Paulista é a meta. “Temos objetivos nesta competição, um nós já conseguimos, que é nossa vaga (no Campeonato Paulista) o outro é trabalhar o grupo e ver em todas as situações, durante o campeonato todo, com quem a gente pode contar para o próximo Paulista e o que vai faltar para nossa equipe.”

Favoritismo

Durante a semana, o técnico de Franca, Hélio Rubens, declarou que não há favorito na partida desta noite. No entanto, bem-humorado, Guerrinha atribuiu a afirmação à “cordialidade do técnico francano”, com quem trabalhou durante 22 anos. “(Franca) É um time campeão, já formado. É uma equipe formada para disputar título. Todos os requisitos eles têm para estar com uma equipe melhor do que a gente. Os objetivos são diferentes: eles estão entrando para serem campeões, nós não. Nosso objetivo é fazer um laboratório, analisar os jogadores. Eles não vão analisar os jogadores deles, os jogadores deles não estão em teste.”

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