Turismo

Espanha

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Assistindo a filmes como “Volver”, “Albergue Espanhol” e “Mar adentro” já se tem noção do que a Espanha reserva aos visitantes. Colada a Portugal – aproveite e visite os dois países -, oferece um leque que passa por castelos medievais, museus, bares, catedrais, touradas e espetáculos de dança flamenca. E tudo agora com ares de modernidade, já que a “Espanã” de hoje alia o antigo com o novo, oferecendo desde hotéis-museu, óperas higt-tech, novos espaços em museus tradicionais como o Reina Sofia, ampliado em 60%, o novíssimo Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão, o Musac, em León, no Caminho de Santiago, até a Cidade das Artes e das Ciências de Valência, com planetário em forma de olho.

Madri, a agradável Capital espanhola com portais, chafarizes e praças ensolaradas, é a porta de entrada de quem passou antes por Lisboa. Qualquer guia vai lhe dizer que há duas cidades dentro de uma: a antiga, de “los Austrais” (dinastia que comandou a Espanha), e a mais moderna, de “los Bourbons”, os atuais ocupantes das casas reais.

A primeira passa pelo Centro Histórico, cortado por ruelas estreitas com calçados de pedras que lembram a Idade Média (olhe os telhados, as floreiras antigas, as portinholas com entalhes em metal)...

Um trecho que precisa necessariamente ser feito a pé e que pode começar pela imensa Plaza Mayor, a grande referência da cidade ou pela Puerta del Sol, ponto de localização central, caso você se distancie do grupo. As principais ruas do Centro partem desses eixos: a Calle de Alcalá, a Montera e a Mayor, cercada de barraquinhas e de turistas.

Vá margeando as ruas até atingir a Calle Areal, acesso à Plaza de Oriente, onde está o Palácio Real (00-34-91-454-8800; entradas a 9 euros). Aberto à visitação, abrigou no passado vários reis espanhóis e sua prole. Hoje, o rei Juan Carlos não vive mais lá, se dirigindo ao espaço somente em dias de festas oficiais. Ao lado fica a Catedral de Almudena, construída a partir de 1883 por ordem do rei Alfonso XII.

A parte nova, dos Bourbons, inclui os belos jardins, praças, as famosas “puertas”, largas avenidas e parques arborizados com restaurantes entre as árvores (Passeio de la Castelaña e Fuente de la Cibeles etc.) e, claro, o circuito dos museus.

Para não errar, parta do Paseo del Prato e comece, claro, por esse (http://museuprato.mcu.es), que é o maior e mais representativo do país, por abrigar obras dos grandes pintores espanhóis dos séculos 17 e 19, como Velásquez e Goya. Ingressos a 6 euros durante a semana e gratuitos aos domingos.

Atravesse o Paseo del Prado e entre no Museu Thyssen-Bornemisza (www.museothyssen.org; entradas a partir de 6 euros), com quadros representativos da escola holandesa do século 15, do expressionismo alemão e da pop art dos anos 1960.

Por fim, o Reina Sofía (Calle Santa Isabel,52, www.museoreinasofia.es), novo, com coleção privilegiada, incluindo Muchacha em la Ventana, de Salvador Dalí, e Guernica, de Pablo Picasso.

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