Minidocumentários de 41 países estão reunidos na série “Sexo Forte”, que homenageia a mulher e será exibida pela TV Cultura, de amanhã até 10 de maio, sempre aos sábados, às 20h30. A iniciativa promissora de retratar a posição da mulher em lugares tão distintos quanto China, Afeganistão e Brasil foi prejudicada por um problema de controle de qualidade - com produtores locais, que escolhem o tema e como executar vídeos de cinco minutos, parece impossível manter um padrão alto e linear.
O programa de amanhã traz histórias de mulheres “heroínas” de Cuba, da Áustria, da Bolívia e da China, e se perde em depoimentos longos, cenários simplórios e, principalmente, na dublagem por cima das vozes originais. Um dos aspectos de maior interesse em um retrato tão diverso, as línguas locais são quase inaudíveis, em curtas que têm como base entrevistas e narrações em off.
Esse programa de estréia termina melhor do que começa - o último episódio mostra a história de mulheres que buscam a independência dos homens em uma província montanhosa no interior da China. Resta ver, nos próximos sábados, se os outros 37 países se saem melhor do que os quatro primeiros.