Com a morte de d. José I, rei de Portugal, assumiu o trono a rainha d. Maria I, que estava gravemente doente, e seu filho, o príncipe regente d. João, foi declarado regente, casado com d. Carlota Joaquina, herdeiros da Coroa. Em 1807 o governo francês, tendo à frente o imperador Napoleão I, estava conquistando toda a Europa, menos a Grã-Bretanha. Portugal era aliado da Grã-Bretanha e não consentiu com o bloqueio continental decretado pela França. Napoleão declarou guerra a Portugal, ocupou a Espanha e invadiu Portugal. O governo português resolveu transferir o governo da metrópole para o vice-reinado do Brasil, o que foi feito no dia 27 de novembro de 1807. A esquadra portuguesa composta de 56 navios, amparada pela esquadra britânica deslocou-se da Europa para o vice-reinado do Brasil. Pela madrugada do dia 27 a família real Bragança com sua corte e toda a administração embarcaram com destino ao novo. A frota velejou por 54 dias no oceano Atlântico, de Lisboa a Salvador na Bahia, e o príncipe regente d. João com parte da esquadra permaneceu na cidade do Salvador, constituindo o novo governo, e a outra parte da esquadra com a rainha d. Maria I seguiu para o Rio de Janeiro, chegando nessa metrópole em 8/3/1808. Permaneceram no Brasil como Reino-Unido até 1821 quando o príncipe regente, já coroado aqui como rei d. João VI, com sua corte retornaram a Portugal. Ele deixou um país melhor do que aquele a que chegara treze anos antes e com estrutura montada de um Estado pronto para se tornar independente. Ficou aqui o príncipe regente d. Pedro de Bragança, seu filho, como regente do Brasil...
Edemur Moralles - RG 3.008.902