A educação é um processo e, como tal, é o conjunto dos atos por que se realiza determinada operação. Assim, o primeiro ato a ser trabalhado é o limite (linha de demarcação) entre o que é permitido e o que não é permitido, o que é possível e o que não é possível. Isto se consegue com amor, carinho, diálogo, o NÃO firme na hora certa e, principalmente com o exemplo, o ponto de referência.
Acompanhando este pensamento podemos refletir:
· Para a criança chegar à birra, a mãe agiu com indisciplina: proibiu e deu. Desrespeitou suas próprias proibições, ensinando o seu filho a fazer o mesmo: desrespeitá-la.
· A briga de custos é a briga da escravidão. A mãe torna-se escrava das necessidades ou vontades do filho. E o filho torna-se impotente, portando escravo do atendimento da mãe.
· Em caso de sufoco materno e folga filial, o pai deve interferir no sentido de ajudar a mãe e o filho a redimensionarem a situação. Senão parece que é um problema exclusivo de mãe e filho, quando, na verdade é um problema de pai, mãe e filho.
· Carinho cabe em qualquer lugar e deve estar presente em toda relação que existe amor. O carinho faz a ordem chegar ao coração.
· Os pais e a escola devem ter princípios muito próximos para o benefício do filho/aluno.
· Tapa de mãe que o filho sabe merecer nunca machuca. Tapa de mãe que o filho sabe merecer e não vem, deseduca.
· Em todas as idades, o mais importante é preservar a convivência e só depois fazer a cobrança. Todas as vezes que os pais se preocupam com o filho ele se sente amado.
Pode-se então concluir que as tragédias provocadas pelos adolescentes são conseqüências. São a última etapa do processo da educação. Esses jovens envolvidos nessas tragédias são um produto: são o que os adultos fizeram deles, sem limites e confiantes na impunidade.
E você, pai/mãe/educador, como tem contribuído para a formação de nossos jovens?
A autora, Mara Adriana Zuim Garcia, é diretora pedagógica do 6.° ao 9.° ano do Colégio Preve Objetivo