Nacional

Atores dão duro para interpretar travestis em ‘Queridos Amigos’

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A preparação de Odilon Esteves e Ricardo Monastero para dar vida aos seus personagens em “Queridos Amigos” incluiu aulas de etiqueta, canto e até sessões de depilação. Quando eles finalmente entraram em estúdio, estavam praticamente irreconhecíveis. Os dois interpretam os travestis Cíntia e Brenda e vêm causando repercussão pelo trabalho na minissérie assinada por Maria Adelaide Amaral.

Quando fizeram teste na Globo, em outubro do ano passado, os atores concorriam a apenas um papel. “Na sinopse original da novela, só existia a Cíntia. Mas, pelo meu teste, a autora decidiu criar a Brenda”, conta Monastero, que ficou ansioso ao saber que havia conquistado o papel. “Topei na hora, fiquei amarradão.” E logo deu início à preparação. “Aprendi a usar salto alto e fiz um curso de massagem, já que a Brenda é massagista. Também fui à avenida Indianópolis (em São Paulo) para conversar com alguns travestis.”

Depilar as pernas foi apenas uma das tarefas dolorosas que os atores encontraram. “Pior do que fazer depilação é ter de fazer a barba todos os dias. Não pode sobrar um pelinho, e isso deixa a pele muito sensível”, conta Monastero.

Esteves comemora o espaço dado aos personagens. “Os travestis da novela não são uma caricatura. A autora quer mostrar que eles têm sonhos e sentimentos como qualquer outra pessoa.” Para ele, o maior desafio é dar realidade à personagem. “O desejo do travesti é ser mulher e, para compor a Cíntia, eu fui atrás desse universo. Ela quer ter uma feminilidade que muitas outras mulheres da minissérie nem buscam mais. A Maria Adelaide costuma dizer que a Cíntia é a melhor nora que uma sogra gostaria de ter”, avalia o ator.

Preocupados com a forma como os travestis de verdade se verão retratados, os atores costumam avaliar as suas atuações depois que elas vão ao ar. “Eu e o Odilon sempre conversamos após cada capítulo. Comentamos coisas do tipo: poderia ter ficado mais feminino aqui, mais mole ali. Também procuramos mostrar que ser travesti não é necessariamente uma profissão. A Cíntia é uma crooner e aposta em seu dom”, afirma Monastero.

Comentários

Comentários