Internacional

Presidente do Equador diz que todos já podem dormir tranqüilos na América do Sul

Folhapress
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Quito - O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou ontem que “a América do Sul dá início a uma nova era na qual preponderarão os princípios, a justiça e o direito internacional e na qual a força jamais voltará a preponderar”.

Correa fez a declaração ao voltar a Quito após a cúpula de Santo Domingo (República Dominicana), onde se resolveu a crise diplomática entre o Equador e a Colômbia.

“Os equatorianos podem dormir tranqüilos, nossos irmãos colombianos podem dormir tranqüilos, os venezuelanos, os nicaragüenses, a América Latina e o mundo inteiro podem dormir tranqüilos”, disse o mandatário.

“Creio que o 7 de março vai entrar para a história de Equador e de toda a América Latina porque recuperamos a fé em muitas coisas. Pela primeira vez na história, nosso país não foi despedaçado na mesa de negociações, porque, com uma postura firme e digna, não de Rafael Correa ou de um governo, mas de todos os equatorianos, fizemos com que os direitos de nosso país fossem respeitados”, declarou.

Para ele, a América Latina também está feliz, porque se provou que os princípios podem prevalecer e talvez este seja o início de uma nova forma de diplomacia, que não busca contentar a todos, que não obedece a razões de força deixando em segundo plano justiça, princípios e convicções.

“Tudo saiu muito bem, e o presidente Uribe, mais do que a Colômbia, reconheceu sua responsabilidade, pediu desculpas sem atenuantes ao povo equatoriano e se comprometeu a jamais repetir esse tipo de agressão nem com o Equador nem com nenhum outro país”, disse.

Já o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, após o fim da cúpula de Santo Domingo, viajou para Havana, a convite do novo dirigente cubano, Raúl Castro, que substitui seu irmão Fidel Castro, afastado por motivos de saúde. Chávez chegou em companhia de seu chanceler, Nicolás Maduro, e outros membros do gabinete.

A agenda de Chávez em Cuba não foi divulgada. É a primeira visita oficial ao país desde que Raúl Castro assumiu oficialmente o poder. Em curto artigo publicado no jornal oficial “Granma”, Fidel afirmou que os Estados Unidos foram os “únicos perdedores” na crise.

Disse que acompanhou a reunião de cúpula pela televisão “sem perder um segundo”. Afirmou que a solução para o impasse foi encontrada no Grupo do Rio sem a presença de diplomatas dos EUA. “O imperialismo foi de todas as formas o único perdedor”, sustentou Fidel.

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