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PV discute possível saída do goveno

Folhapress
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Brasília - O PV vai reunir sua bancada da Câmara na próxima semana para discutir a permanência na base aliada do governo federal.

Insatisfeito com ações do Palácio do Planalto, o partido estuda deixar a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -uma vez que alguns parlamentares da legenda já se declararam independentes do governo.

A reportagem apurou que o governo deflagrou uma operação para manter o PV na sua base aliada com a promessa de liberação de recursos orçamentários.

Como o Orçamento da União de 2008 ainda não foi aprovado pelo plenário do Congresso, parlamentares governistas estariam oferecendo contrapartidas ao partido caso o PV permaneça na base aliada.

Oficialmente, integrantes da legenda negam o movimento de suposta cooptação.

A reportagem apurou que, nas últimas duas semanas, enviados do Planalto procuraram pelo menos dez dos 14 integrantes da bancada do PV.

Segundo integrantes da legenda, foram procurados os deputados que são parlamentares de primeiro mandato, que estariam mais vulneráveis aos apelos do governo.

Porém, se a relação com o governo for rompida, os deputados afirmam que a tendência é de o PV partir para a independência e não para a oposição.

Essa decisão pode gerar conseqüências para o governo, uma vez que o PV tem duas vagas (uma de titular e outra de suplente) na CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos.

Os deputados do PV que integrarão a comissão ao Antônio Roberto (MG) e Edson Duarte (BA).

Reivindicações

No último dia 20, a bancada do PV foi até o Palácio do Planalto para encaminhar uma lista com uma série de reivindicações.

Os pedidos foram entregues durante reunião com o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

O partido quer que o governo dê mais atenção à política ambiental.

Na lista de 42 prioridades estão medidas mais ostensivas contra o desmatamento na Amazônia, além da suspensão de qualquer negociação que conceda novas autorizações que se destinem a desmatamentos na área e o fim das permissões para a exploração de madeira.

O PV quer ainda que seja criada uma comissão externa para acompanhar as ações na região.

A bancada do PV sugere, por exemplo, que o governo antecipe o prazo para a redução de enxofre no óleo diesel utilizado pelos veículos.

Atualmente o partido tem apenas um ministro no governo que é Gilberto Gil (Cultura).

Mas ele não é considerado pelo PV como um indicado da legenda e, sim, da cota pessoal do presidente Lula.

O comando do PV nega ainda que tenha interesse em nomear indicados para cargos no governo, como a diretoria de biocombustíveis da Petrobras.

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