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CPI elege presidente e relator esta semana

Folhapress
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São Paulo - A CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos vai eleger na próxima semana seu presidente e relator para dar início aos trabalhos da comissão.

Na quinta-feira passada, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), fez a leitura da lista dos integrantes da CPI mista. "Quero adiantar aos senadores que, tendo em vista o regimento, caberá agora ao titular mais idoso da comissão reuni-la para a escolha do presidente. Havendo acordo, isso se dará facilmente. “O presidente designará o relator”, explicou Garibaldi.

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) foi indicada pelo PSDB para presidir a CPI, enquanto o PT escolheu o deputado Luiz Sérgio (RJ) para a relatoria.

Depois de um impasse que durou mais de três semanas, governo e oposição fecharam um acordo para o compartilhamento do comando da CPI.

Serrano se comprometeu em indicar Sérgio para a relatoria depois da sua escolha como presidente da comissão.

O PT chegou a sugerir trocar com a oposição a relatoria pela presidência da CPI mista, mas sem apoio dos demais partidos da base aliada do governo, recuou na sua iniciativa.

A comissão será integrada por 24 parlamentares -12 titulares da Câmara e 12 do Senado - que vão investigar irregularidades no uso dos cartões corporativos do governo federal.

Comando

O deputado Antônio Roberto (PV-MG), 65, vai presidir a primeira reunião da CPI mista por ser o parlamentar mais velho entre os titulares da comissão.

O regimento do Congresso prevê que, antes da escolha do presidente da comissão, o deputado ou senador titular mais velho deve ficar no comando dos trabalhos.

Caberá a Roberto a condução da sessão da CPI para a eleição da senadora Marisa Serrano.

O deputado do PV tem uma atuação discreta na Câmara. Formado em administração de empresas, Roberto se apresenta como consultor de comportamento humano.

É autor de três livros: "É Possível Ser Feliz", "Relacionamentos" e "Eu te Compreendo".

Surpresas

Depois de ser indicado presidente e ter o nome retirado das negociações, o senador Neuto de Conto (PMDB-SC) decidiu não fazer parte da CPI - nem mesmo como suplente da comissão. Outra mudança que deve ocorrer nos próximos dias é a saída de Serys Slhessarenko (PT-MT) da lista de titulares da base governista.

No entanto, o governo deverá contar na sua tropa de choque com pelo menos dois integrantes incansáveis na disputa de forças como a oposição.

Os senadores Wellington Salgado (PMDB-MG) e Almeida Lima (PMDB-SE) se destacaram no Conselho de Ética -na época do julgamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL)- como principais articuladores do governo.

No grupo dos governistas também está o senador Gim Argello (PTB-DF), que chegou ao Senado em substituição ao ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) e sob denúncias de irregularidades.

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