Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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NORUSCA X PEIXE: DUELOS AGITADOS

Noroeste e Santos já travaran duelos mais agitados ainda do que o de domingo passado, na Vila Belmiro. Houve um pênalti no mínimo polêmico, que deu a vitória de 3 a 2 ao Peixe, mais quatro expulsões, todas de noroestinos – o lateral-direito Edylton, o atacante Leandrinho, o técnico Márcio Bittencourt e o preparador físico Ademir Afonso. A de Leandrinho foi polêmica. Acho que foi mais um choque normal do que uma insinuação do noroestino. Talvez Bonfim tenha tocado na bola, não estou certo disso, mas o zagueiro sofreu falta de Domingos. E nem o bandeirinha marcou a penalidade no ato, só dedurou ao juiz depois da reclamação dos santistas. Tido e havido como o técnico que mais reclama da arbitragem, Émerson Leão ficou pianinho com a atuação de Guilherme Cereta de Lima. É fácil não abrir a boca quando o erro é a favor do seu time. A intenção é favorecer os grandes, porque semifinais com Guaratinguetá, Ponte Preta, Barueri e Noroeste não vão acontecer nunca. O Guará que se cuide. Estou lembrado de outros árbitros que erraram contra o Noroeste em confrontos com o Santos. No Campeonato Paulista de 1964, Albino Zanferrari anulou um gol legítimo do Norusca e marcou um pênalti inexistente para o Peixe, quando Pelé se atirou ao chão. Dirigentes e funcionários do Noroeste invadiram o campo, o árbitro apanhou, houve rabo de arraia e o escambau. O goleiro Gilmar e o zagueiro Mauro foram os que mais participaram da briga generalizada. O Santos venceu por 4 a 3 e o Alfredo de Castilho não foi interditado. Em outubro 66, quando o Noroeste sofreu seu primeiro rebaixamento para a Segunda Divisão, o Santos venceu por 4 a 0, todos os gols no segundo tempo, após forte domínio do time da casa na primeira etapa. Era o aniversário de Pelé, que deu os passes para os quatro gols de Toninho Guerreiro. O Rei jogou e agitou muito, envolveu-se numa briga e foi expulso junto com dois noroestinos.

ESTRAGOS

Depois dos estragos que sofreu na Vila, o Noroeste começou a juntar os cacos ontem em Limeira, onde aguarda o jogo de amanhã, em Rio Claro. O Norusca vai tentar a reabilitação num momento difícil, porque além da derrota para o Santos, e a queda para o oitavo lugar, não terá Edylton e Leandrinho. Precisa ganhar do Rio Claro, se quiser manter as chances de retornar ao G-4. Vale lembrar que o time já tinha um desfalque, o mais importante deles, o artilheiro Otacílio Neto, que ficará mais 20 dias inativo. Márcio Bittencourt terá que fazer improvisações para a partida contra o penúltimo colocado do Paulistão. Com Edylton suspenso e Éder negociado com o São Paulo, o meia Danilo Dias pode atuar na lateral. O atacante Leandrinho, que também vai cumprir suspensão, será substitutido por Gilsinho, que é homem de meio-campo. Outra opção do treinador é promover a volta do zagueiro Éder Monteiro e do volante Alexandre, usando o esquema tático 3-5-2.

GELADEIRA

O coronel Marcos Marinho, chefe da arbitragem paulista, puniu José Henrique de Carvalho pela falha grotesta no jogo de domingo, no Morumbi. O juizão deu dois cartões amarelos para Magal e mesmo assim não o expulsou o volante do Guará. Ele assumiu o erro mas não escapou da geladeira. Aliás, os árbitros roubaram a cena domingo. Zé Henrique, Cereta e PC de Oliveira tiveram mais “destaque” do que os heróis Dentinho, Valdívia e Denílson.

MILAGRE

Após a goleada do Palmeiras sobre o Bragantino, Vanderlei Luxemburgo disse que a arbitragem foi boa.

CALMA, MANO

Mano Menezes, sempre elogiado pela sua sensatez e educação, além da competência como treinador, perdeu a cabeça ao ocupar microfones das rádios de São Paulo para chamar Carlinhos de assassino. O técnico do Corinthians referiu-se a um episódio que envolveu o zagueiro do Guaratinguetá, quando atropelou e matou uma pessoa em Caxias do Sul, há 12 anos. Carlinhos não teve a intenção de matar, o que aconteceu com ele acontece com muitas pessoas – e de boas famílias. Mano apelou feio.

REFORÇADO

São Paulo e Grêmio Baueri têm 23 pontos e enfrentam-se amanhã à noite, no Morumbi. Para esse jogo de “seis pontos”, o Tricolor terá reforços, porque Richarlyson cumpriu suspensão, enquanto André Dias, Carlos Alberto e Dagoberto estão em processo final de recuperação de contusões.

“RECORDE”

O técnico Marcos Sartori ficou só um jogo no Rio Branco. Contratado terça-feira para o lugar de Waguinho Dias, Sartori estreou com derrota de 2 a 0 para o São José, sábado, e deixou o cargo ontem.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1987: Noroeste 3 x 1 Santos, em Bauru, gols de Vadinho, Chico Espina e Vítor Hugo. Claudinho fez o de honra do Peixe. Noroeste: Éverton; Edinho, Vítor Hugo, Amarildo e Jacenir; Márcio Araújo, Vadinho e Lívio; Chico Espina, Rodinaldo e Baroninho. Técnico: Urubatão Calvo Nunes. Santos: Rodolfo Rodriguez; Ijuí, Celso, Toninho Carlos e Claudinho; César Sampaio, Mendonça e Osvaldo; Solano, Carlos Alberto (Carlos Costa) e Arizinho. Técnico: Candinho.

AQUELE ABRAÇO

Um forte abraço Paulo Comelli, técnico do Bahia, que lá de Salvador, lê diariamente esta coluna.

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