Paris - O presidente Nicolas Sarkozy nada declarou sobre o primeiro turno de anteontem das eleições municipais francesas, em que a oposição de esquerda obteve 49% dos votos, contra 44,5% a seus partidários.
Agindo como porta-voz oficial, o primeiro-ministro, François Fillon, disse não ter ocorrido uma “votação para punir o presidente”, que foi eleito em março do ano passado, e sua popularidade está em queda. Os socialistas e aliados são favoritos no segundo turno em Paris e Lyon, as duas maiores cidades, e já tomaram da direita sete outras cidades importantes, como Rouen e Dieppe.
Os aliados de Sarkozy comemoram a reeleição, já anteontem, em Bordeaux, de Allain Juppé, que os institutos de opinião davam como um caso dificílimo para o situacionismo.
Mas as atenções se concentram agora em Marselha, a terceira maior cidade francesa, em que o prefeito e candidato da direita à reeleição, Jean-Claude Gaudin, enfrenta em condições desfavoráveis o socialista Jean-Noël Guérini.
Israel
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu ontem em Paris o fim da colonização judaica na Cisjordânia durante um encontro com o presidente israelense, Shimon Peres, que iniciou uma visita de Estado de cinco dias à França.
“Como amigo de Israel, falo com a linguagem da verdade: a segurança de Israel passa pelo fim da colonização”, disse Sarkozy, que também defendeu “a criação de um Estado palestino democrático, moderno e viável”, por entender que seria um fator contra o terrorismo na zona, segundo seu porta-voz.