Tribuna do Leitor

Agressividade juvenil


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É deprimente o fato de uma aluna colocar fogo em outra. Fracasso escolar e condutas anti-sociais são os dois principais problemas da escola atual, sobretudo nas grandes cidades. Sobre este tema, há desconhecimento em excesso e não pouco temor. Cada professor age da melhor maneira possível e faltam especialistas que ajudem a resolver o problema.

Na maioria dos casos, diante da agressividade, resta à escola a tentativa de controle, isolamento ou exclusão, que diante da ausência de outras alternativas, parece bastante razoável em face do bem-estar de todos que convivem no ambiente escolar. Urge que a sociedade organizada e entidades competentes iniciem avaliação acerca do tema. Os índices de violência no ambiente escolar, que vêm alcançando patamares inaceitáveis, denotam a inadimplência do dever estatal em manter a educação formal distante da escalada da criminalidade na sociedade como um todo, constituindo ineqívoca “faut du service”.

À medida que a violência recrudesça e se agrave, pondo, a cada instante, mais e mais em risco a segurança e a paz social, cumpre ao Estado reprimi-la e desestimulá-la, mantendo o ambiente escolar incólume, sob pena de revertê-lo, de mecanismo estruturador da cidadania para primeiro passo no caminho do caos social.

Palmiro Mennucci - presidente do Centro do Professorado Paulista - CPP - RG 1.063.952

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