Polícia

Batalhão de Choque aprimora treinamento

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O Comando de Policiamento de Interior-4 (CPI-4) realizou ontem o treinamento do Batalhão Matricial de Choque. A atividade reuniu 239 policiais das Forças Táticas de Bauru, Jaú, Marília, Lins, Assis e Ourinhos, unidades operacionais subordinadas ao comando. O treinamento tem por finalidade preparar os policiais para entrar em ação no controle de distúrbios civis, rebeliões em presídios e mobilização rápida em caso de necessidade.

De acordo com o major Wellington Venezian, comandante do Batalhão Matricial de Choque, os policiais envolvidos no treinamento participam do policiamento diário em suas unidades e, excepcionalmente, são chamados a atuar no Choque. “É diferente de São Paulo, por exemplo, que tem três Batalhões de Choque. Então quando precisa de choque lá, o policial só faz choque. Aqui não, como eles têm atividade de policiamento, eventualmente, se for necessário, ele atua como choque”, destacou.

Foi a primeira vez que as unidades policiais se reuniram, para fazer o treinamento conjunto. Segundo o major, esse treinamento é uma forma de padronizar as ações, usando os mesmos protocolos, para melhorar a performance em toda a área desse tipo de ação.

Segundo o major, o treinamento dos policiais é feito mensalmente em cada uma das unidades do CPI-4. “Então, Ourinhos, por exemplo, com sua guarnição de Choque, faz o treinamento mensal. A cada três meses reúne todo mundo e faz o treinamento com o Batalhão Matricial de Choque, que é o que está ocorrendo aqui hoje (ontem)”, explicou.

De acordo com o major Wellington, uma das principais preocupações é justamente com as rebeliões nas penitenciárias, como aconteceu em 2006, em maior intensidade. “Se eventualmente nós tivermos uma rebelião que seja simultânea em todas as unidades prisionais da região, nós temos condições de atuar em todas elas, simultaneamente, em função desse adestramento”, destacou. No Batalhão Matricial de Choque, além dos policiais que têm atividade a pé, há os policiais da Cavalaria e do Canil.

Ontem foram realizados vários tipos de treinamentos específicos para cada ação do Choque. O major explicou que os PMs foram divididos em algumas bases de treinamento para aprimorarem as técnicas de ação nas mais variadas situações, como ingresso em penitenciárias e tomada de celas, em caso de motins, por exemplo, quando o pelotão realiza todo um procedimento para retirar os presos de uma cela e fazer a revista do local, em busca de armas e produtos químicos.

Outro treinamento foi de tiro com munição de elastômeno (bala de borracha). De acordo com o oficial, existe uma técnica para esse tipo de tiro, pois ele não é feito da mesma forma que o tiro com munição de chumbo. A Cavalaria também realizou evoluções, com o procedimento de carga. “Esse é o último recurso empregado para dispersar um tumulto, uma turba, e assim por diante”, frisou.

Além desses, os pelotões fizeram várias formações de Choque, para atuar em casos de tumulto em via pública. “É uma série de bases de treinamento para tentar atender às múltiplas ações”, disse.

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