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União Européia decide aumentar a fiscalização de latino-americanos

Folhapress
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São Paulo - Os brasileiros que foram barrados na Espanha podem ter sido vítimas de uma decisão da União Européia. Após uma reunião na Embaixada da Espanha ontem, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), disse que há uma orientação da comunidade para que os países que a integram aumentem o rigor na fiscalização dos latino-americanos, africanos do Norte e dos europeus do Leste que estão em viagem.

A orientação foi relatada a Gadelha no encontro que esteve ontem com o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró. Segundo o deputado, a tendência é de diminuir as tensões nas relações entre espanhóis e brasileiros, mas é fundamental obter explicações sobre as regras impostas pela Comunidade Européia. “Se depender só do Brasil e da Espanha, a tensão deve diminuir. Mas é necessário saber da Comunidade Européia o que está ocorrendo e como resolver essa questão”, disse Gadelha.

O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que faz parte da comissão, disse que é essencial saber em detalhes quais são os critérios e regras estabelecidos pela União Européia para a entrada de estrangeiros. “Sem contornos claros sobre as regras e os critérios utilizados para essa fiscalização, fica tudo mais difícil (inclusive, para seguir essas normas. Nós queremos saber todos os detalhes”, disse Thame.

Barrados no Rio

Sete espanhóis, dois americanos e um português foram impedidos de entrar no Brasil anteontem no aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio. A PF diz que não se trata de retaliação. Segundo o delegado Paulo Falcão, são “casos normais, que sempre existiram”.

Seis espanhóis, que chegaram em vôo da Ibéria, disseram que vinham a trabalho, mas, sem visto para trabalhar, não puderam entrar. Um português também não entrou depois de confirmar que trabalharia no Brasil. Um espanhola não foi aceita porque não tinha dinheiro suficiente, não comprovou que ficaria em algum hotel nem que conhecia alguém.

Segundo Falcão, ela foi “inadmitida”. Eles não são considerados repatriados porque não chegaram a entrar oficialmente no Brasil. Outros dois espanhóis não tinham hotel nem dinheiro suficiente, mas como tinham amigo e namorada esperando no aeroporto, foram aceitos após os brasileiros assinarem termo se responsabilizando pela estada deles. Um americano, comissário de bordo, chegou num vôo da Delta, mas teve que voltar por estar sem passaporte. Outro, que veio num vôo da Continental, não entrou porque o visto estava vencido.

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