Bogotá - As famílias de nove reféns - militares e policiais - mantidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) receberam anteontem, em Bogotá, as provas de vida entregues pela guerrilha às autoridades da Venezuela.
Por determinação do presidente Hugo Chávez, a senadora colombiana Piedad Córdoba entregou alguns vídeos a um grupo de familiares dos reféns, reunido em uma casa do sul de Bogotá.
Piedad passou a Gustavo Moncayo provas de vida de seu filho, o suboficial do Exército Pablo Moncayo, em poder da guerrilha desde 20 de dezembro de 1997. “O mais importante é que nós seguimos trabalhando pela troca humanitária, buscando obtê-la o mais rapidamente possível e abrindo esta porta para o processo de paz na Colômbia”, declarou a ex-refém à imprensa.
“Oxalá venham mais provas, acredito que é importante, porque precisamos buscar cada vez mais uma maior vontade para o acordo humanitário”, disse sobre a troca de 39 reféns das Farc por 500 rebeldes presos.
Piedad também visitou a casa de Magdalena Rivas, mãe do tenente de Polícia Elkin Hernández, onde se reuniram os familiares de outros seqüestrados das Farc para assistir a um vídeo no qual eles se dirigem a seus parentes.
Dúvida sobre morte de Ríos
Piedad também colocou em dúvida a veracidade das declarações do guerrilheiro Pablo Montoya, conhecido como Rojas, que confessou ter matado o guerrilheiro conhecido como “Ivan Ríos”, um dos sete membros do Secretariado (comando) das Farc.
Rojas, responsável pela segurança de Ivan Ríos, admitiu na sexta-feira que no dia 5 de março cometeu o crime no limite entre Caldas e Antioquia (oeste). Além disso, afirmou que pretende receber os US$ 2,5 milhões oferecidos pelas autoridades colombianas como recompensa para cada líder das Farc que ajudarem a deter.