• Trégua estratégica?
A Honda, quem diria, pode se associar à... Toyota. O presidente mundial da fabricante japonesa, Takeo Fukui, afirmou em entrevista coletiva em Tóquio que a montadora está disposta a fazer novas parcerias, inclusive com sua arqui-rival conterrânea. O executivo disse que é preciso estudar cada caso com cuidado, mas afirmou em alto e bom som que não descarta parcerias com nenhuma empresa. “Nem mesmo com a Toyota."
Além disso, o manda-chuva da Honda avisou que o foco futuro da montadora nipônica podem ser os minicarros, modelos que fazem sucesso no mercado europeu. Além disso, para não deixar o discurso do marketing ecologicamente correto esmorecer, reafirmou que o grupo prevê a venda de 400 mil veículos híbridos já para daqui a quatro anos.
• Prosperidade e recessão
A unidade da Ford em Taubaté pode ganhar um reforço de peso. Na verdade, a planta, que produz motores, está em uma ferrenha disputa para abrigar uma nova linha de produção de motores. África do Sul, México e Estados Unidos também disputam a função de construir propulsores, que serão destinados a diferentes modelos do grupo ianque e suas marcas subsidiárias.
O fato de o próprio país-sede da fabricante disputar a tapa a fábrica de motores tem razão de ser. Afinal, os sopros da recessão esfriam a Ford em seus domínios. Sob a justificativa de queda nas vendas, a montadora avisa que vai extinguir turnos em três unidades nos Estados Unidos: Chicago, Louisville e Cleveland, onde, curiosamente, há uma linha de motores. Quem vai pagar a conta, é claro, são os metalúrgicos. Nada menos que 2.500 postos de trabalho serão cortados com a medida recessiva da Ford.
• Visual instigante
Num rompante de ousadia, a Yamaha decidiu inaugurar um novo segmento para motocicletas nacionais com a MT-03. O modelo roadster foi apresentado no estande da marca japonesa no último Salão das Duas Rodas, em outubro, e começa a chegar agora às concessionárias. O desenho é bastante estiloso e singular, com especial destaque para o conjunto ótico com lente única, para as ponteiras do escapamento e para o amortecedor monochoque traseiro deitado, que fica visível na lateral direita do motor. O modelo ainda tem quadro de instrumentos digital.
A base da MT-03 é a da XT 660 R. O motor é o mesmo quatro tempos monocilíndrico de 660 cm³ e injeção eletrônica, que manteve os 48 cv de potência a 6.250 rpm e 5,7 kgfm a 5.500 giros. Ele trabalha com um câmbio de cinco marchas e está apoiado num chassi do tipo diamante em aço, com balança em alumínio. Já a suspensão dianteira tem garfos telescópicos. Os freios a disco duplo ventilado na frente têm 298 mm de diâmetro. Atrás, com disco simples, também ventilado, tem 245 mm. Os pneus esportivos têm largura de 120 mm na frente e 160 mm atrás. A distância do solo é de 20 cm e o peso do modelo em ordem de marcha é de 195 kg. A MT-03 chega às concessionárias do país pelo preço de R$ 26.950 – cerca de R$ 1.000,00 a mais que a XT 660 R.
• Estranha globalização
A Nissan acaba de apresentar no México o Aprio com câmbio automático. Trata-se do Renault Logan feito em São José dos Pinhais, no Paraná, que é exportado há sete meses para o México com a logomarca da montadora japonesa – que é forte no mercado local. O câmbio automático é de quatro velocidades e trabalha em conjunto com o motor 1.6 16V, também feito no Paraná. Nas concessionárias Nissan mexicanas, o Aprio automático começa em 134.300 pesos, cerca de R$ 21 mil. A Renault-Nissan diz que não tem qualquer intuito de lançar uma versão automática do sedã no Brasil.