Em todo o Estado de São Paulo, o ensino médio da rede estadual obteve desempenho bem abaixo do adequado, segundo aponta o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) de 2007. A situação em Bauru é ainda pior. A maioria das escolas estaduais do município obteve média inferior à do Estado, tanto em português quanto em matemática.
Na primeira disciplina, a média em território paulista é de 263,2. No segundo caso, 263,7. O nível adequado seria 350, admite Maria Helena Guimarães de Castro, secretária do Estado da Educação. “Temos de trabalhar muito para que o desempenho de nossas escolas atinjam padrões de qualidade. Educação é política de longo prazo, exige persistência e compromisso de todos”, diz ela.
Em Bauru, 13 escolas das 27 que oferecem ensino médio ficaram acima da média estadual em português e 12 em matemática. Representam, respectivamente, 48% e 44% do total. Em ambos os casos, o melhor desempenho ficou com a escola Christino Cabral (296,7 e 289,4, em português e matemática). A eficiência na prova pode melhorar ainda mais nos próximos anos, com as alterações previstas pela pasta para o ensino médio, que já começam a ser implantadas.
Os alunos estão, por exemplo, em período de recuperação, por 42 dias, no primeiro, segundo e terceiro ano. O objetivo é focar em matemática e língua portuguesa, sem deixar de lado as outras disciplinas. A medida também deve favorecer as escolas Morais Pacheco e Sueli Aparecida Sé Rosa. Ambas ficaram em segundo lugar em português (285,3) e matemática (288,8), respectivamente.
Expectativa
Mas seja lá qual for a classificação das escolas, os alunos terão, a partir deste ano, um currículo a ser seguido, com expectativas de aprendizagem. A autonomia das escolas, no entanto, será mantida, mas agora com base para as aulas, informa a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação.
De acordo com o órgão, a partir do próximo mês, os alunos do ensino médio participam também de novo reforço paralelo, com foco inovador, seguindo os resultados do Saresp. Esta recuperação poderá sanar possíveis dificuldades já durante o ano letivo. Com isso, os matriculados em escolas como o Stela Machado, terceira colocada em português (283,9), poderão melhorar o ranking da instituição.
Uma outra alteração é que, a partir de agosto, os estudantes poderão trilhar dois caminhos distintos: ensino técnico ou reforço voltado à continuação dos estudos. Com o curso Gestão de Pequenas Empresas, a Secretaria irá disponibilizar 50 mil vagas na capital, para alunos a partir do 2º ano. Somente para a Capital serão cerca de 24 mil vagas. Serão seis horas de aulas por semana.
Para os estudantes restantes haverá reforço, com a mesma carga horária.