De acordo com o deputado federal Chico Lopes (PC do B/CE), que foi o relator do projeto 979/07 na Comissão de Defesa do Consumidor, as compras pela Internet têm se tornado uma prática comum em quase todas as camadas sociais. A popularização do acesso à Internet seria uma das explicações para isso.
Por essa razão, ele considera necessária a alteração no Código de Defesa do Consumidor para tornar as relações de compras mais seguras e transparentes. Lopes cita também um outro projeto, em tramitação no Congresso Nacional, que obriga o fornecedor a divulgar na nota fiscal endereço, telefone, e-mail e endereço do site onde a compra foi feita.
“Ambas são iniciativas de relevância para o cidadão, dada a preocupação em inserir normas de proteção ao consumidor no que diz respeito não somente aos serviços e produtos ofertados ou comercializados pela rede mundial de computadores, mas também em relação ao período pós-compra de uma maneira geral”, destaca o parlamentar.
De acordo com o relatório Web Shopper, divulgado este mês pela consultoria e-Bit, os principais motivos para o crescimento das vendas pela Internet foram as variedades de produtos, a comodidade na comparação de preços, a possibilidade de parcelamento sem juros, as condições de pagamentos facilitadas e o aumento do número de internautas.
De acordo com a pesquisa, o número de brasileiros que já comprou ao menos uma vez pela Internet chegou a 9,5 milhões em 2007. A expectativa é que esse número ultrapasse os 12 milhões ainda este ano.
Os itens campeões nas compras on line são livros, revistas e jornais. Segundo o relatório, os três representaram 17% dos pedidos de compras realizados em 2007. A categoria teve crescimento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Produtos de informática ficou em segundo lugar entre os itens mais vendidos. A terceira posição no ranking ficou com os produtos eletrônicos. Saúde e beleza vêm na seqüência, seguida da categoria telefonia celular.
O item CD, DVD e vídeo, que liderava o ranking em 2006, ficou em sétimo lugar. Para Manuel Matos, presidente da Camara-e.net (Câmera Brasileira de Comércio Eletrônico), o consumo caiu porque, depois do surgimento e popularização do mp3, não há mais a necessidade do CD para ouvir música.