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PF faz operação em 14 Estados para combater a venda de diplomas falsos

Folhapress
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São Paulo - Policiais federais realizam ontem uma operação em 14 Estados para combater a venda de diplomas falsos de ensino superior. De acordo com balanço parcial da Polícia Federal, um suspeito de envolvimento no esquema foi preso por volta das 7h. Para os trabalhos, a Justiça expediu 34 mandados de busca e de apreensão.

O suspeito, Tiago Francisco Vieira, 22, foi preso em casa, em Tangará da Serra (MT), e levado para depoimento em Cuiabá. As investigações que levaram à chamada Operação Cola, apontam que entre os diplomas vendidos estão de medicina, fisioterapia, direito, enfermagem e engenharia. Cada documento custava, em média, R$ 1.800.

A polícia afirma que os clientes solicitavam a confecção do diploma por meio de um fórum de discussões na internet. Os diplomas eram fabricados em Tangará da Serra (MT) e enviados por Sedex, para todo o país. Além de Mato Grosso, os policiais cumprem os mandados de busca em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Pernambuco, Maranhão, Acre, Pará, Bahia, São Paulo, Rio, Minas e Paraná.

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Como funciona

Quem vendia - Thiago Francisco Vieira Pereira, 22. Ele sozinho negociava, fabricava e vendia os diplomas universitários falsos em Tangará da Serra (240 km de Cuiabá)

Quem comprava - Em seis meses, 34 clientes de 14 Estados (SP, RJ, MG, PR, RS, SC, MS, ES, MT, PE, MA, AC, PA e BA) compraram o documento. A metade dos clientes, nesse período, era do interior de São Paulo

Os diplomas - A maioria das pessoas do interior de SP encomendou diplomas da Unip (Universidade Paulista). Uma mulher comprou um diploma do curso de medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Foram negociados certificados de fisioterapia, direito, enfermagem e engenharia de outras universidades

Como era o negócio - Pereira oferecia os diplomas em sala de bate-papo na internet. A transação era feita por e-mail. Após o acerto, os certificados eram enviados por sedex

R$ 1.800 - era o valor de cada diploma

R$ 61.200 - foi quanto Pereira recebeu em seis meses

Fontes: Polícia Federal em Mato Grosso e Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, em Brasília.

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