Doenças desencadeadas pela luz solar
Prezado leitor,
Estamos praticamente no término da estação do sol e ninguém consegue escapar das exposições solares. É lógico que 15 minutos diários de contato com as radiações solares são importantes para estimular a produção de vitamina D, a amiga dos ossos, e ainda, para ocorrer a diminuição da produção do hormônio melatonina para nos manter acordados e nos dar o pique do dia-a-dia, entre outros benefícios.
Porém, a maioria das pessoas permanece no sol além do tempo necessário, principalmente nos finais de semana, quando acontece a reunião dos amigos ao ar livre, a piscina, a pescaria e várias outras diversões. E quase todas acompanhadas do nosso astro-rei.
Agora o assunto é sério! Para não atrapalhar um dia lindo de sol, acompanhado do bom e velho protetor solar, é claro, seguem alguns esclarecimentos importantes sobre algumas doenças desencadeadas pela exposição solar.
Erupção polimorfa à luz
De causa desconhecida, é o tipo mais comum de fotodermatose. Pode se iniciar de duas horas a cinco dias após a exposição solar, atingindo qualquer área da pele exposta ao sol, mas preferencialmente na face e nos braços. Forma lesões avermelhadas, pouco elevadas, de variados tamanhos e acompanhadas por coceira.
Dermatite actínica crônica (solar)
De causa desconhecida, a doença provoca uma intensa reação inflamatória semelhante às alterações provocadas pela alergia de contato. As manifestações ocorrem apenas nas áreas expostas à luz. O quadro clínico é semelhante ao provocado pela ação de agentes químicos ou medicamentos sensibilizantes, provocando as chamadas foto-alergias ou foto-dermatites.
Hidroa vaciniforme
Atinge quase que exclusivamente crianças e tende a melhorar com a puberdade. As lesões atingem principalmente a face, as orelhas, o colo e o dorso das mãos. Surgem, entre algumas horas até dois dias após a exposição solar, como pequenas manchas avermelhadas que evoluem formando pequenas bolhas com uma depressão central na superfície. Ao regredir, pode deixar cicatrizes.
Prurigo actínico (solar)
É caracterizada pela presença de lesões elevadas, ou nodulares, com casquinha e acompanhada de uma intensa coceira. Afeta principalmente as crianças e os adolescentes e pode persistir na vida adulta. Pode ainda piorar no verão e após a exposição solar.
Urticária solar
É um quadro alérgico que surge alguns minutos após a exposição solar. Atinge as áreas da pele expostas ao sol com a formação de placas avermelhadas e elevadas e acompanhadas de coceira. As lesões desaparecem espontaneamente em poucas horas.
Fitofotodermatite
É uma erupção alérgica que surge após a exposição solar de áreas da pele que tiveram contato prévio com substâncias sensibilizantes, como sucos de fruta ou plantas e também produtos químicos, como perfumes e refrigerantes. Formam-se placas avermelhadas e até mesmo bolhas, parecendo uma queimadura e evoluem para manchas escuras.
Queratose actínica (solar)
São lesões surgidas nas áreas da pele continuamente expostas ao sol como resultado do efeito acumulativo da radiação solar ultravioleta sobre a pele durante toda a vida. Aparece com maior freqüência em pessoas de pele clara e, embora seja mais comum em idosos, qualquer idade pode ser afetada. A maior preocupação do diagnóstico antecipado é pelo seu enorme potencial de transformação maligna, ou seja, em câncer de pele.
As lesões aparecem principalmente na face, no couro cabeludo (homens calvos) e no dorso dos braços e das mãos. Podem ter vários aspectos, sendo mais triviais as manchas escuras discretamente elevadas e rugosas ou lesões ásperas, bastante elevadas e endurecidas. Podem ainda ser descamativas e apresentar coloração avermelhada. Quando ocorre a transformação em câncer da pele, as lesões tornam-se mais elevadas, pode haver uma vermelhidão na sua base e sangram com facilidade a pequenos traumatismos.