Polícia

Ministério Público se manifesta contra a liberdade de policiais

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O Ministério Público já deu parecer contrário ao pedido de revogação da prisão temporária de quatro policiais militares envolvidos na morte do adolescente Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos, em dezembro passado, no Núcleo Mary Dota. O pedido ainda será apreciado pelo juiz Benedito Antônio Okuno, da 1.ª Vara Criminal. Porém, informações dão conta que o magistrado irá se manifestar sobre o assunto, somente depois que analisar o pedido de exceção de suspeição - o seu afastamento do caso - protocolado na semana passada.

No último dia 19, a defesa dos policiais militares cabo Gérson Gonzaga e soldados, Juliano Arcângelo, Maurício Delasta e Ricardo Ottaviani protocolou o pedido, que busca colocar seus clientes em liberdade. Eles estão presos desde o dia 15 de dezembro, no Presídio Militar Romão Gomes, na Capital.

Além dos quatro, também estão presos o tenente Roger Vittiver de Souza e soldado Emerson Ferreira. Os seis participaram da ação policial que resultou na morte do adolescente, em sua casa, no Núcleo Mary Dota.

Procurado pela reportagem do Jornal da Cidade, Sérgio Mangialardo, advogado de Gonzaga, Delasta, Ottaviani e Arcângelo, afirma que só vai se manifestar sobre o assunto depois que tomar ciência da decisão do juiz.

Os seis policiais estão presos há 100 dias. De acordo com as normas do Judiciário, o prazo máximo para uma pessoa ficar presa durante o procedimento processual é de 81 dias. Mas o Ministério Público pondera que atualmente o Judiciário leva em consideração as particularidades dos processos e que o prazo pode ser dilatado.

Além de responderem à Justiça pela morte do adolescente, os PMs também estão sofrendo processo administrativo. Na noite de anteontem, o tenente Roger veio a Bauru acompanhar o depoimento de três testemunhas de acusação em seu procedimento disciplinar.

A exceção de suspeição (afastamento do caso) em relação ao juiz Benedito Antônio Okuno, protocolado na semana passada pelo advogado Evandro Dias Joaquim, que defende o tenente Roger, foi encaminhada ontem para o Ministério Público, que deverá dar seu parecer nos próximos dias.

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