Jaú - A procedência da madeira vendida em Jaú (47 quilômetros de Bauru) é boa. Essa foi a conclusão do secretário municipal do Meio Ambiente, Jessé Lyra, depois de ter se reunido com parte dos representantes do setor. O objetivo foi orientar os empresários sobre a proibição da venda de madeira extraída de forma ilegal na Amazônia e apresentar alternativas disponíveis no mercado que substituam o material.
Mesmo com o resultado mostrando que os empresários do setor na cidade está comercializando madeira legal, a secretaria do Meio Ambiente promoverá, a partir do segundo semestre deste ano, fiscalizações. “Os dados relativos à venda serão enviados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).”
Cerca de 12 empresários, que representam 50% do setor madeireiro atuando na cidade, compareceram à reunião e conheceram um novo tipo de material, usado para diminuir o uso de madeira na construção civil, segundo Lyra. “Foi apresentado aos madeireiros outras alternativas que estão à disposição, como, por exemplo, um novo tipo de material, chamado de madeira ecológica, mas que é feito de plástico reciclável e fibra de vidro, que pode ser usado na construção civil.”
Fiscalização
Os empresários que não compareceram na reunião serão visitados por técnicos da secretaria para verificação de documentos, segundo Lyra. “Vamos confirmar se os empresários possuem o DOF (Documento de Origem Florestal), que atesta a procedência legal da madeira vendida ao consumidor.”
O documento atesta se a madeira foi retirada de áreas de manejo sustentável, onde não há desmatamento ou agressão ambiental para o corte da árvore. O Ibama delegou aos municípios a responsabilidade pela fiscalização da venda de madeira ao consumidor final.”
Atualmente, todo o trajeto da madeira desde a extração até a venda no varejo é monitorado pelo órgão federal, mas para evitar fraudes, os municípios foram incluídos para ajudar no combate à venda de madeira ilegal.
A secretaria do Meio Ambiente já fez outros encontros com empresários do setor calçadista para tratar dos resíduos do couro, e com proprietários de postos de combustíveis, por causa do solupan, produto líquido que agride o meio ambiente e é utilizado em grande escala pelos postos na cidade.
Até o final do semestre deve ocorrer uma reunião com empresários, que alugam caçambas de entulho e lojas de computação, por causa do descarte de sucata de computadores.
A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas ainda não identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia.
Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode, inclusive, alterar o clima da Terra (fonte: www.webciencia.com).